METODOLOGIA DE PREVISÃO DE VIAGENS PARA EDIFÍCIOS DE USO MISTO: APLICAÇÃO AO CASO DA CIDADE DE FORTALEZA 1 Antonio Paulo de Hollanda Cavalcante João Bosco Furtado Arruda Hostílio Xavier Ratton Neto RESUMO Esse trabalho analisa algumas metodologias de atração de viagens para edifícios de uso misto (escritórios, comércio e serviços) denominados Pólos Geradores de Tráfego (PGT). Desenvolveu- se uma metodologia para determinação da geração de viagens características deste tipo arquite- tônico, considerando aspectos de acessibilidade e localização das edificações e envolvendo pa- râmetros de uso e parcelamento de solo na definição das variáveis explicativas. A metodologia foi aplicada na cidade de Fortaleza, permitindo a visualização dos impactos de forma gráfica em am- biente georefenciado (SIG-T), identificando os impactos no entorno e nos acessos a um PGT mis- to (CSM) e apontando deficiências de vagas de estacionamento necessárias à absorção das via- gens atraídas ao PGT estudado. ABSTRACT This work analyses of some methodologies of forecasting trips generated in mixed use buildings (offices, trade and services). It presents a trip forecasting methodology considering trip characteris- tics of that architectural type which are based on accessibility aspects and in the location of the buildings. The proposed methodology involves land use parameters in defining explanatory vari- ables and it was applied in the city of Fortaleza, allowing the visualization of the impacts in a GIS -T environment, identifying the accessibility impacts to a mixed-used building and indicating deficien- cies in parking places considered in relation to the trip forecasting results. 1. INTRODUÇÃO A análise quantitativa e qualitativa dos Pólos Geradores de Tráfego - PGT’s exige a previsão de demanda do tráfego por eles gerada, para que se conheçam os im- pactos ocasionados no tráfego e no meio ambiente natural e construído. Destaca- se a importância de se pesquisar se os pólos geradores estão ou não desprovidos de infraestrutura que absorva os fluxos veiculares que o demandam, ou seja, qual a capacidade viária do entorno e se há carência de vagas para estacionamento, tanto interna como externamente ao edifício. 1 Artigo Número 315, Sessão Técnica 30, apresentado no XVII ANPET - Congresso de Pesquisa e Ensino em Transportes, promovido pelo IME, Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro, Novembro de 2003 (http://www.anpet-rio.ime.eb.br/ ) . Revisado em novembro, 2004.