IV EMEPRO – Ouro Preto, MG, Brasil, 01 a 03 de maio de 2008 Desdobramento da função qualidade no desenvolvimento de conceitos de lancheiras térmicas para vendedores ambulantes Ellison Amaro de Oliveira. ellisonamaro@yahoo.com.br Lucelindo Dias Ferreira Júnior. ace_vent2004@yahoo.com.br José Belo Torres. belo@ufc.br Marcos Ronaldo Albertin. albertin@ufc.br Resumo A resistência por parte dos banhistas no litoral brasileiro a comprarem alimentos oferecidos pelos vendedores ambulantes está diretamente ligada a aspectos como aparência e higiene dos produtos vendidos. Associado a estes pontos está a ausência de acondicionadores com qualidade, e adaptados ao ambiente de vendas existente no litoral, que possibilitem aos vendedores suprirem essas deficiências, completamente. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi o desenvolvimento de conceitos de acondicionadores que proporcionassem aos seus usuários uma forma mais adequada de apresentar seus produtos alimentícios, tendo como preceito base a qualidade de suas funções. Seguindo a metodologia referida por Baxter (2000), Ulrich (2004) e Akao (1996), buscou-se identificar as necessidades de clientes, gerar conceitos, estudando as exigências dos usuários. O resultado foi o desenvolvimento de lancheiras com características de acondicionar alimentos de maneira prática, higiênica, com uma adequada distribuição de compartimentos e, sobretudo, bastante ergonômica. Assim, o projeto atenderá não somente às necessidades dos banhistas, como também dos vendedores, apresentando, desta forma, uma possibilidade de melhoria nos serviços e na qualidade de vida de todos os envolvidos. Palavras-chave: Acondicionadores de alimentos, Desenvolvimento de produtos, Qualidade. 1. Introdução O mercado de produtos acondicionadores de alimentos possui grande variedade desde simples vasilhames de plástico a reservatórios térmicos portáteis. A busca por melhores maneiras de conservar e armazenar alimentos e a preocupação da estética são motivos para a existência dessa variedade. Existem também diferenciais, aumentando o valor do produto, que facilitam, por exemplo, a manuseabilidade ou a locomoção junto ao usuário. Entretanto, determinado público – usuário envolvido usa tipos de acondicionadores não adaptados para a atividade prestada, como são os casos dos vendedores ambulantes presentes nas costas brasileiras. Os acondicionadores de alimentos principalmente os conservadores térmicos são utilizados em momentos de festejos, camping, férias, banho de sol na praia, entre outros lugares em que se necessita de comida, preparada e bem conservada. Inclui-se, também, um público que usam os acondicionadores para sustento próprio: os ambulantes que vendem sandwiches, salgados, camarões, peixes fritos, castanhas, entre outros alimentos. Eis, então a problemática: os produtos existentes, acondicionadores, não são adaptados para essa atividade comercial com deficiências em ergonomia, higiene, qualidade na conservação dos alimentos, manuseabilidade, design que impede a visualização dos alimentos facilmente. Os projetistas, muitas vezes, não estimavam a utilização desses por ambulantes, inseridos no segmento de mercado informal. A utilização até mesmo de vasilhames não conservantes preocupa os banhistas que são os principais clientes desses vendedores. Essa preocupação,