Revista de Estudos Internacionais (REI), ISSN 2236-4811, Vol. 7 (2), 2016 171 MIGRAÇÕES, REFUGIADOS E GOVERNANÇA: O DEBATE ENTRE EUROPA E ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS MIGRATIONS, RÉFUGIÉS ET GOUVERNANCE: LE DÉBAT ENTRE L'EUROPE ET LES ORGANISATIONS INTERNATIONALES Raul Felix Babosa 1 Maria Cristina Dadalto 2 Universidade Federal do Espírito Santo Depatamento de Ciências Sociais Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais Resumo: A morte de uma criança curda em uma praia da Turquia fez com que líderes europeus e a opinião pública reconhecessem que o caminho dos imigrantes até a Europa é o mais letal do mundo. Apesar desta verdade perturbadora, há pouco entendimento para solucionar a crise dos refugiados do Oriente Médio. Em setembro de 2015, os Ministros do Interior da União Europeia buscaram um acordo entre os países do bloco para o assentamento de milhares de refugiados. Contudo, os países do Leste são opostos à ideia de abrir suas fronteiras para refugiados, em sua maioria de origem muçulmana. Outros desfechos, como o resgate dos refugiados ainda no mar, a concessão de vistos humanitários ou a abertura de vias legais de imigração, também encontraram forte resistência dos Estados-membros. Mas, se a Europa não é capaz de resolver esta questão, as organizações internacionais podem, muitas vezes com uma postura crítica aos países da União Europeia por sua falta de ação, mudar essa situação? Esse artigo analisa como as organizações internacionais tentam realizar um debate alternativo e as mudanças por elas promovidas na governança internacional. Palavras-chave: Direitos Humanos. Organizações Internacionais. Refugiados. Relações Internacionais. Résumé: La mort de l'enfant kurde sur une plage en Turquie, a incité les dirigeants européens et le public de reconnaître que le chemin des migrants vers l'Europe est le plus meurtrier dans le monde. Malgré ce fait troublant, il ya peu ou pas d'accord sur une solution européenne à la crise des réfugiés du Moyen-Orient. En Septembre 2015, les ministres de l'Intérieur de l'Union européenne a cherché un accord entre les pays du bloc pour le règlement de milliers de réfugiés. Cependant, les pays d'Europe orientale sont opposés à l'idée d'ouvrir ses frontières aux réfugiés, pour la plupart d'origine musulmane. D'autres solutions telles que le sauvetage des réfugiés encore en mer, l'octroi de visas humanitaires ou des canaux juridiques ouverture à l'immigration ont également rencontré une forte résistance des Etats membres. Mais si l'Europe ne parvient pas à résoudre ce problème, les organisations internationales peuvent, souvent avec une attitude critique à pays de l'UE pour leur manque d'action pour changer cette situation? Ce étude évalue la façon dont les organisations internationales tentent d'effectuer un débat alternatif et changements promus par eux dans la gouvernance internationale. Mots-clés: Droits de l'homme. Organisations internationales. Relations internationales. Les réfugiés. Recebido : 22/01/2016 Aprovado : 23/03/2016 1 raul.felix1@yahoo.com.ar 2 mcdadalto@gmail.com