Formar cidadãos na Era dos Media Digitais Vitor Tomé 1 , Maria Helena Menezes 2,3 e Guilhermina Miranda 1 vitor@rvj.pt , helena_menezes@ese.ipcb.pt , gmiranda@fpce.ul.pt 1 Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, Alameda da Universidade, 1649-013 Lisboa, Portugal 2 CIE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Edifício C6, Campo Grande, 1649-016 Lisboa, Portugal 3 ESE do Instituto Politécnico de Castelo Branco, 6000-266 Castelo Branco, Portugal Resumo: No século XXI ser literato implica estar formado para ser consumidor crítico e produtor reflexivo de mensagens media. Todos os que não desenvolverem estas competências podem devir info-excluídos e/ou socio-excluídos. A Educação para os Media é por isso uma parte fundamental da Educação para a Cidadania. Esta comunicação apresenta um projecto aprovado pela Fundação Portuguesa para a Ciência e a Tecnologia, de Portugal, sobre a Educação para os Media na região de Castelo Branco, região fronteiriça, interior e desfavorecida de Portugal. O seu objectivo é contribuir para o desenvolvimento de competências a nível da recepção e da produção de mensagens media, pelos jovens do 2º e 3º Ciclos, tendo como base jornais escolares em formato papel e online. Apresenta ainda o CD-Rom “Vamos fazer jornais escolares”, uma aplicação multimédia utilizada pelos alunos nas aulas em que produziram mensagens media para o jornal escolar. Palavras chave: TIC, Literacia dos Media, Educação para os Media, Educação para a Cidadania, CD-Rom Multimédia. 1. Introdução A Comissão Europeia vai entregar este ano a uma instituição de Ensino Superior a realização de um estudo que tem como objectivo fulcral definir os critérios que um cidadão deve cumprir para que seja considerado literato em media. O anúncio da realização deste estudo foi feito através de uma comunicação da Comissão das Comunidades Europeias (2007), a qual refere ainda a necessidade de avaliar o nível de Literacia dos Media dos cidadãos da União Europeia, tarefa que deverá ser cumprida entre 2009 e 2011. Os dois objectivos anunciados visam conhecer a realidade dos cidadãos dos estados-membros, para que depois possam ser definidas intervenções a concretizar