POSTER APRENDER E GOSTAR DE APRENDER CIÊNCIAS Delmina Pires[1,2], Adorinda Gonçalves[1], Paulo Mafra[1,3], Maria José Rodrigues[1], António Velho[1,4] [1] Departamento de Ciências da Natureza da Escola Superior de Educação de Bragança, piresd@ipb.pt , agoncalves@ipb.pt , pmafra@iol.pt , mrodrigues@ipb.pt , avelho@ipb.pt [2] CIE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa [3] LIBEC/CIFPEC, Universidade do Minho, Braga [4] Escola EB 2,3/S Ramiro Salgado Torre de Moncorvo Resumo Com o projecto que aqui se apresenta, pretende-se promover a realização de actividades experimentais de ciências por crianças do 1ºCiclo do Ensino Básico (CEB) e do Jardim-de-infância (JI). O projecto desenvolver-se-á em 3 fases: na 1ª ajudam-se os professores e os educadores a implementar actividades de ciências concebidas e organizadas pelos formadores. Na 2ª fase ajudam-se os professores a educadores a conceber e a explorar outras actividades experimentais, contribuindo para o seu desenvolvimento profissional. Na 3ª fase avalia-se o impacto do projecto junto das crianças e dos professores. 1. Introdução A importância do ensino das Ciências nos primeiros anos de escolaridade é hoje consensual, se pretendemos promover a literacia científica e tecnológica dos alunos. Por outro lado, o ensino das ciências de base experimental é um factor imprescindível para, em simultâneo com a aquisição dos conteúdos de ciências, desenvolver processos científicos/capacidades investigativas que podem ser transferidas para outras áreas do saber. Para além disso, o ensino das ciências através de actividades experimentais leva os alunos a desenvolver quer competências cognitivas simples (CS), relacionadas com a aquisição de conhecimento que requer um baixo nível de abstracção, e que se manifesta na capacidade de adquirir conhecimento factual e de compreender conceitos ao mais baixo nível, quer competências cognitivas complexas (CC), relacionadas com a aquisição de conhecimento que exige um elevado nível de abstracção e que se manifesta na capacidade de compreender conceitos ao mais alto nível e na aplicação de conhecimentos a situações novas. A par das competências cognitivas, as actividades experimentais permitem também desenvolver competências psicomotoras e, se realizadas em grupo, competências sócio-afectivas, como a cooperação, a iniciativa, a ajuda, o respeito e a responsabilidade. (Pires, D. M., 2002, p.61). Há que considerar, ainda, como refere Martins (2002), que o ensino das ciências deverá começar nos primeiros anos e fornecer bases sólidas, ainda que de nível elementar, sobre as áreas mais importantes, e deverá ser atractivo para cativar as crianças para a continuação dos estudos em ciências. Alguns estudos 1 têm demonstrado que o contributo da formação inicial dos professores para a educação científica das crianças é ainda bastante precário. Este é um 1 (Sá, 1994; Sá e Carvalho, 1997; Sá e Varela, 2004; Martins et al, 2006) brought to you by CORE View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk provided by Biblioteca Digital do IPB