MATÉRIA SECA DE Gliricidia sepium EM FUNÇÃO DA ALTURA E DA FREQUÊNCIA DE CORTE PARA ADUBAÇÃO VERDE EM SISTEMA DE CULTIVO EM ALAMEDAS EM SOLOS DE TABULEIROS COSTEIROS Antônio Carlos Barreto (1); Marcelo Ferreira Fernandes(1); Orlando Monteiro de Carvalho Filho(2). (1)Embrapa Tabuleiros Costeiros, 49025.040 Aracaju, SE, barreto@cpatc.embrapa.br ; marcelo@cpatc.embrapa.br . (2) Embrapa Semi-Árido, 56300.970 Petrolina, PE, orlando@cpatc.embrapa.br Palavras chave: Gliricidia sepium, cultivo em alamedas, adubação verde, consorciação Os solos da ecorregião dos tabuleiros costeiros apresentam, em sua maioria, baixos teores de matéria orgânica, argila de baixa atividade e portanto baixa capacidade de retenção de água e de nutrientes (Haynes, 1970). O manejo da matéria orgânica (MO) é essencial nestas circunstâncias já que ela é a principal reserva de nitrogênio (N) e a responsável por grande parte da capacidade de troca de cátions do solo (CTC), estimada por Raij (1969), em 56 a 82% para solos tropicais. A elevação do teor de carbono em solos desgastados permite a elevação da CTC, favorecendo a retenção de cátions e conseqüente redução da sua lixiviação, como também o aumento na reserva de N e a melhoria da estrutura do solo (Igue, 1984). A adubação verde tem sido uma prática empregada com essa finalidade. Um dos sistemas utilizados é o cultivo em alamedas (“alley cropping”), que consiste no plantio de leguminosas perenes, de porte arbustivo, em fileiras suficientemente espaçadas para permitir o plantio de culturas alimentares e/ou comerciais entre elas (Wilson & Kang, 1981). O manejo desse sistema é feito por cortes periódicos da parte aérea das leguminosas, com utilização alternativa na alimentação animal ou para incorporação ao solo. A altura e o número de cortes realizados por ano depende da velocidade de rebrota das leguminosas, após cada corte, e da adequação às características das espécies semeadas nas entrelinhas. Essa semeadura nas entrelinhas ocorre no início das chuvas, ocasião em que é feita uma poda drástica da leguminosa, para retardar a rebrota e recomposição da copa e com isto atenuar seu efeito competitivo (Barreto & Carvalho Filho, 1992; Carvalho Filho & Languidey, 1988; Vearasilp, 1981). Foi plantado 0,5 ha de gliricídia em junho de 1997 através de estacas, no espaçamento de 5 m entre fileiras e 0,5 m entre plantas. A partir de junho de 1998 e em intervalos de cinco a seis meses, quando as plantas atingiam cerca de 2 m de altura, foram feitas cinco avaliações da produção de matéria seca. Registrou-se uma produção média anual de 4 t ha -1 . No início do ano de 2000 iniciou-se na área um experimento para avaliar o efeito da altura versus frequência de corte da gliricídia, visando otimizar o seu manejo no sistema de cultivo em alamedas. Foram aplicadas as alturas de corte de 10cm, 25cm e 50cm e as frequências de corte de 2 meses, 3 meses e 4 meses. Utilizou-se o delineamento experimental em blocos ao acaso num esquema fatorial com três repetições. As parcelas constaram de dez metros linear de plantas. Nas alamedas plantou-se três fileiras de milho no espaçamento de 1m entre fileiras e 0,40m entre covas deixando-se duas plantas por cova. Manteve-se uma distância de 1,5m entre as fileiras de gliricídia e as fileiras de milho adjacentes. Na Figura 1 estão apresentadas as produções de matéria seca, correspondentes a dois anos de condução do experimento, em função do efeito das diferentes alturas em cada uma