219 Produtividade da espécie amazônica Tachigali vulgaris cultivada em plantios homogêneos com diferentes espaçamentos e idade Jonathan Dias Marques 1 Elvis Vieira dos Santos 2 Michael Douglas Roque Lima 3 Evelym Poliana Santos Patrício 4 Delman de Almeida Gonçalves 5 Thiago de Paula Protásio 6 1 Universidade Federal Rural da Amazônia (jonathandiasmarques.2015@gmail.com), 2 Universidade Federal de Lavras (Elvisvieiradossantos@gmail.com), 3 Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (lima_florestal@outlook.com), 4 Siderúrgica Norte Brasil S.A, 5 EMBRAPA, (delman.goncalves@embrapa.br), 6 Universidade Federal Rural da Amazônia (thiago.protasio@ufra.edu.br) RESUMO: A espécie Tachigali vulgaris é uma leguminosa arbórea nativa da Amazônia, que vem se mostrando promissora para uso energético. Para validar a utilização dessa espécie em plantios homogêneos é importante investigar suas características silviculturais. Este estudo teve o objetivo de avaliar a produção em volume de madeira da espécie Tachigali vulgaris em diferentes idades e densidade de plantio. A área estudada é uma plantação experimental localizada na mesorregião do baixo Amazonas, Pará. O plantio foi instalado em 2010, em delineamento em blocos casualizados, considerando 6 espaçamentos (4,5 m², 6 m², 7,5 m², 9 m², 10,5 m² e 12 m²) e 3 blocos. A partir dos dados obtidos nos inventários florestais realizados de 2013 a 2021 foi possível estudar o efeito da idade e do espaçamento no volume de madeira com casca (Vcc). Apenas a idade influenciou estatisticamente no Vcc. Para as idades de 3 a 11 anos, o volume médio de madeira com casca variou de 68,9 m³ ha -1 a 244,5 m³ ha -1 . A menor variação do volume nas maiores idades de plantio na área útil de 9 m² e 12 m² é um indicativo dos melhores espaçamentos para plantar comercialmente a espécie Tachigali vulgaris. Palavras-chave: biomassa e energia, plantação florestal, energia renovável Introdução Além de minimizar a pressão sob as florestas nativas, as madeiras oriundas de plantações florestais são uma fonte sustentável de energia. Sua utilização não impacta nos níveis de dióxido de carbono no planeta, já que apresentam ciclo curto, isto é, o CO2 liberado na queima da madeira, logo é novamente fixado pela floresta replantada (Crow et al., 2016). O Brasil tem grande área de florestas plantadas, chegando a 9,93 milhões de hectares. No entanto, a maior parte dessas florestas (7,53 milhões) são formadas por espécies exóticas, do gênero Eucalyptus (IBÁ, 2022), que se concentram nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul detendo 56,58% de todas as plantações de Eucalyptus do País. Essas florestas não atendem as necessidades de lenha e carvão vegetal de regiões com características edafoclimáticas específicas, como a região norte, que só detém 6,17% do total das florestas desse gênero no Brasil (IBÁ, 2021). Série Técnica IPEF v. 26, n. 48, maio de 2023 https://doi.org/10.18671/sertec.v26n48.043