IOSR Journal of Business and Management (IOSR-JBM) e-ISSN:2278-487X, p-ISSN: 2319-7668. Volume 27, Issue 7. Ser. 8 (July. 2025), PP 76-81 www.iosrjournals.org DOI: 10.9790/487X-2707087681 www.iosrjournals.org 76 | Page Cérebros Bilíngues E Mentes Comunicativas: Neurociências E Psicolinguística Impulsionando A Aprendizagem De Línguas Estrangeiras Na Educação Do Século 21 Gladys Nogueira Cabral 1 , Simone Helen Drumond Ischkanian 2 , Diogo Rafael Da Silva 3 , Celine Maria De Sousa Azevedo 4 , Fernanda Farias Vasconcelos Kreitlow 5 , Shanda Lindsay Espinoza Cabral 6 1 Doutoranda Em Ciências Da Educação Pela Facultad Interamericana De Ciencias Sociales (FICS), Calle De La Amistad 777, C/ Rosario – Asunción – Paraguay. 2 Doutoranda Em Ciências Da Educação Pela Universidade San Lorenzo (USL), Dir. España 330 C/ San Lorenzo Y Cnel. Bogado España N° 412, San. Lorenzo 2160, San Lorenzo, Paraguay. 3 Mestrando Em Engenharia De Software, Pela CESAR School. Avenida, Cais Do Apolo, 77, Recife, PE – Brasil. CEP: 50030-220. 4 Mestranda Em Tecnologias Emergentes Em Educação Miami University Of Science And Technology (MUST) 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, Estados Unidos 5 Doutoranda Em Ciência Da Educação Pela Facultad Interamericana De Ciencias Sociales(FICS), Calle De La Amistad 777, C/ Rosario – Asunción – Paraguay. 6 Pedagoga Pela Faculdade De Ciências Humanas Da Cidade De São Paulo (FACIC), Rua Dos Andradas, 1039 - Vila Brasil, Cruzeiro, SP – Brasil. CEP: 12703-030. Resumo: A aquisição de línguas estrangeiras no século 21 transcende a necessidade de comunicação global, sendo um componente crucial para o desenvolvimento cognitivo e a formação de cidadãos plurilíngues e interculturais. Este artigo explora a profunda contribuição da Neurociências e da Psicolinguística para a compreensão dos mecanismos cerebrais e cognitivos subjacentes à aprendizagem de línguas, analisando como esses insights podem informar e aprimorar as práticas pedagógicas na educação contemporânea. Fundamentado em autores renomados, o texto discute como o conhecimento sobre plasticidade cerebral, memória, atenção, processamento da linguagem e fatores afetivos lança luz sobre metodologias de ensino mais eficazes, alinhadas com as demandas e características do século 21 – que valorizam a comunicação autêntica, a autonomia do aprendiz e o uso de tecnologia. A discussão se articula com a análise de tendências na documentação pedagógica recente, buscando pontuar como os avanços neurocientíficos e psicolinguísticos validam abordagens comunicativas, baseadas em tarefas e focadas no aprendiz. O artigo conclui reafirmando a necessidade de uma prática pedagógica de línguas estrangeiras que dialogue constantemente com as descobertas dessas ciências para otimizar o processo de aprendizagem na era atual. Palavra-chave: Neurociências; Psicolinguística; Aprendizagem de Línguas Estrangeiras; Educação do Século 21; Linguística Aplicada. Date of Submission: 18-07-2025 Date of Acceptance: 28-07-2025 I. Introduction A globalização e a constante evolução tecnológica redefiniram o papel das línguas estrangeiras na sociedade do século 21. Longe de serem apenas um diferencial curricular, tornaram-se ferramentas essenciais para a conectividade global, o acesso à informação e a participação em um mundo cada vez mais interligado. A competência em línguas estrangeiras não é mais vista apenas como o domínio de um código gramatical, mas como a capacidade de comunicar-se de forma eficaz em contextos multiculturais, utilizando diversas mídias e se adaptando a diferentes interlocutores. Essa nova realidade impõe à educação linguística o desafio de formar aprendizes autônomos, proficientes e confiantes no uso da língua-alvo. Tradicionalmente, muitas abordagens de ensino de línguas estrangeiras baseavam-se em métodos que nem sempre consideravam os mecanismos naturais de aprendizagem do cérebro ou os processos cognitivos e sociais envolvidos na aquisição linguística. No entanto, os avanços espetaculares em áreas como as Neurociências e a Psicolinguística nas últimas décadas abriram novas janelas para a compreensão de como aprendemos línguas.