POLINEUROPATIA URÊMICA ESTUDO DO LIMIAR DE PERCEPÇÃO VIBRATÓRIA EM 19 PACIENTES LINEU CESAR WERNECK * ADYR SOARES MULINARI ** AUGUSTO LAFFITTE *** LUIZ JOSÉ BORO KESIKOWSKI **** A fim de conseguir um parâmetro e tentar correlacionar a intensidade da polineuropatia na insuficiência renal crônica, inicialmente foi utilizada a aferi- ção da velocidade de condução nervosa, que suscitou diversas controvérsias. Alguns autores chegam a afirmar que não é o método adequado 3,6,11,13, m a s estudos sistemáticos revelaram que a condução nervosa motora é útil quando o nervo peroneiro é o estudado e se as medidas forem periódicas 9 » 14 . Diversos estudos, tentando correlacionar os achados clínicos e neurofisiológicos da poli- neuropatia urêmica, demonstraram que o déficit do senso vibratório, pesquisado com diapasão, ocorre em torno de 80% dos casos 7 > 14 . Apesar do cuidado na classificação do déficit da sensibilidade vibratória, é difícil obter análise quan- titativa absoluta 14 . Na tentativa de registrar numericamente as alterações que ocorrem no senso vibratório dos pacientes com insuficiência renal crônica, levamos avante este estudo, tentando comparar pacientes em diálise peritoneal crônica, hemodiá- lise crônica e pacientes urêmicos, mas em tratamento conservador. MATERIAL Ε MÉTODOS Foram estudados 18 pacientes, todos com insuficiência renal crônica, cuja idade variou entre os 19 e 51 anos de idade. Foram divididos em três grupos: Controle 3 pacientes (casos 1, 2, 3), em tratamento conservador; Hemodiâlise — 7 pacientes (casos 4 a 10); Diálise peritoneal — 8 pacientes (casos 11 a 19) (Tabela 1). O método para quantificar as alterações clínicas e o restante dos detalhes do exame clínico, já foram descritos em trabalho anterior 14. O limiar de percepção vibratória foi aferido com «Bio-Thensiometer», da Bio Medicai Instrument Co., Newbury, Ohio, mediante o qual as amplitudes das vibrações são medidas em volts e posteriormente transformadas em micron, conforme técnica já Trabalho realizado nas Especialidades de Neurologia e de Nefrologia do Departa- mento de Clínica Médica da Universidade Federal do Paraná: * Professor Assistente, Neurologia; ** Professor Titular, Nefrologia; *** Professor Adjunto, Nefrologia; **** Professor Assistente, Departamento de Estatística.