QUALIDADE TÉRMICA AMBIENTAL EM SALAS DE AULA Celestino Rodrigues Ruivo Armando Costa Inverno António Hugo Lamarão Área Eng. Mecânica EST/UAlg Resumo A qualidade ambiental nos espaços interiores dos edifícios de serviços é hoje em dia um factor determinante na qualidade do serviço prestado que é indispensável garantir. O conforto humano associado ao bem estar num determinado espaço interior é influenciado pela iluminação, decoração, espaço disponível por ocupante, nível de ruído, pureza do ar e pelos factores ambientais de conforto térmico tais como: a temperatura do ar, as temperaturas das superfícies envolventes, a humidade relativa e a distribuição do ar. O presente trabalho consiste simplesmente na apresentação de alguns valores de medições experimentais dos factores associados ao conforto térmico em salas de aula e na averiguação da sensação térmica dos ocupantes em vários pontos da zona ocupada. 1. Introdução A finalidade das instalações de AVAC para climatização de edifícios consiste fundamentalmente em criar nos ambientes interiores condições mais satisfatórias para a permanência humana. Para se poder determinar a influência dos factores ambientais sobre o bem estar das pessoas, é necessário estudar as relações que existem entre o ser humano, a sua actividade e o ambiente em que vive. É sabido que o corpo humano reage aos estímulos térmicos de modo a manter constante a temperatura média do seu organismo aproximadamente em 37ºC. O equilíbrio dinâmico entre o calor gerado no corpo humano e o calor trocado entre este e o meio onde vive pode ser escrito através do seguinte balanço de energia estabelecido ao corpo: Qacum W Qcond Qconv Qrad Qresp Qevap M = ± ± ± ± − − (1) A principal fonte de calor do corpo humano é consequência do metabolismo humano (M), isto é, do processo de oxidação dos alimentos ingeridos. Ao mesmo tempo, o corpo humano perde calor através dos processos de evaporação (Qevap) e de respiração (Qresp). As trocas de calor por radiação (Qrad), convecção (Qconv) e por condução (Qcond) entre o corpo e o ambiente podem traduzir-se em ganhos ou perdas de calor no corpo humano. Durante o exercício duma certa actividade poderá haver realização de trabalho (W) por parte do corpo humano ou sobre o corpo humano. Em rigor, estes fluxos nunca estão equilibrados porque a acção permanente do controlo da temperatura do corpo pelo hipotálamo implica variações no calor acumulado no corpo (Qacum).