Introdução: Em 11/02/2022, exatamente quando estávamos arquitetando a escrita conjunta deste artigo, fomos surpreendidos por um e-mail da Assessoria Técnica - SFMSP, órgão da Prefeitura de São Paulo, que nos informava: "Em relação à concessão do Cemitério São Paulo:A concessão foi Declarada em Comisso e Extinta em 2002 pelo processo 3684/01. Os corpos lá sepultados foram exumados para o ossário geral. A concessão foi disponibilizada e concedida para novo concessionário em 03/02/2003." Em resumo, na ocasião, pensamos: "o túmulo não existe mais e o terreno foi vendido a outra família, que o ocupa desde 2003. Os ossos de todos os membros da referida família Di Costanzo estão hoje no ossário geral do Cemitério São Paulo, a exemplo dos ossos da família Cappellano, que estão hoje no ossário geral do Cemitério do Araçá. Provavelmente jamais saberemos as datas precisas de nascimento e morte dos pais e irmãos de minha avó, bem como não saberemos nada à respeito do misterioso Raphael, que viveu quase toda a sua vida e morreu no Hospital Psiquiátrico, então chamado Manicômio do Juquery, em Franco da Rocha, já que um incêndio destruiu os arquivos da instituição em 2005.” Dois dias depois, porém, já refeitos da decepção em relação às informações recebidas, decidimos recorrer às fontes documentais ainda disponíveis, ou seja, pesquisas no Google e outros sites, arquivos de jornais em hemerotecas digitais e as fotografias dos antigos álbuns de nossa avó. A pesquisa revelou-se de imediato bastante frutífera. Inicialmente deparamos com uma completa novidade, que nos leva a reescrevermos a vinda dos Di Costanzo para o Brasil. 1