AÇÕES DO FAMILIAR NO DOMICÍLIO VOLTADAS PARA CRIANÇA EM QUIMIOTERAPIA AMBULATORIAL NERY, Thaís Araujo 1 ; TOCANTINS, Florence Romijn 2 Introdução: A quimioterapia representou grande avanço para o tratamento do câncer infanto- juvenil, repercutindo no aumento na sobrevida de crianças e adolescentes 1 . No entanto, o impacto do tratamento no estilo de vida das pessoas, em qualquer faixa etária, é significativo, interferindo não apenas no dia a dia de quem faz o tratamento, mas também no daqueles com quem o paciente convive, como cuidadores e pessoas mais próximas, em geral a família 2,3 . Os efeitos colaterais da quimioterapia respondem em parte por essas alterações, sendo frequentes: náuseas e vômitos, alopecia, fadiga, mucosite e neutropenia que trazem implicações nos hábitos alimentares, relações sociais e auto-imagem das pessoas, inclusive de crianças e adolescentes 4 . Com a tendência à desospitalização, os ciclos de quimioterapia passaram a ser aplicados em ambulatórios, o que trouxe como consequência alguns dos efeitos colaterais que ocorriam na unidade de saúde, passasse a ocorrer no domicílio, sendo, portanto, primeiramente manejados pelos familiares/cuidadores. Reconhece-se que as vivências e experiências das pessoas em relação à saúde e ao adoecimento são singulares, no entanto, o lidar com o estigma de morte e com novas demandas decorrentes do processo de tratamento 5 são comuns a essas famílias. Diante desse período mudanças, ciente de que o posicionamento da equipe de saúde, recomendando ou desaconselhando determinadas atividades, tem implicações para as tomadas de decisão dos cuidadores domiciliares 5 , mostra-se fundamental que em sua assistência, o enfermeiro aborde aspectos relacionados às atividades cotidianas desses familiares junto à criança. Para tanto é importante responder à questão: que ações os familiares cuidadores desenvolvem voltadas para a criança em quimioterapia no domicílio? Objetivos: analisar características das ações que os familiares desenvolvem voltados para a criança no domicílio frente a recomendações de protocolo para Consulta de Enfermagem no Serviço de Quimioterapia 6 . Metodologia: trata-se de estudo de natureza qualitativa, realizado junto a familiares de crianças atendidas no ambulatório de quimioterapia pediátrica de um hospital federal localizado na cidade do Rio de Janeiro. Após aprovação pelo Comitê de Ética 1 Enfermeira do Setor de Oncohematologia Pediátrica do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE); discente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem – mestrado UNIRIO; thais.a.nery@gmail.com 2 Doutor em Enfermagem, Professor titular do Departamento de Enfermagem de Saúde Pública da Escola de Enfermagem Alfredo Pinto - EEAP-UNIRIO. 637 Trabalho 142