1 FATORES ASSOCIADOS À INTERRUPÇÃO DE TRATAMENTO ANTI-RETROVIRAL TRATAMENTO DE CRIANÇAS DESNUTRIDAS HOSPITALIZADAS SARNI ROS ET AL. Artigo Original Rev Assoc Med Bras 2009; 55(2): 00-00 *Correspondência: Melania Maria Ramos de Amorim Endereço: Rua Neusa Borborema de Sousa, 300 - Bairro Santo Antônio - Campina Grande - PB - Brasil - CEP 58103-313 Email: melamorim@uol.com.br Fone: (83) 3321-2695 FAX: (81) 3221-0681 Fonte de auxílio: CNPq - Bolsa de Iniciação Científica (PIBIC) RESUMO OBJETIVOS. Descrever o perfil epidemiológico e o comportamento dos níveis tensionais no puerpério de mulheres admitidas durante a gravidez com pré-eclâmpsia grave. MÉTODOS. Realizou-se uma análise secundária de um estudo de coorte, com gestantes acima de 28 semanas de gestação, com diagnóstico de pré-eclâmpsia grave, sem trabalho de parto, admitidas na maternidade do Instituto Materno-Infantil Prof. Fernando Figueira (IMIP), entre novembro de 2006 e setembro de 2007. Pacientes com hipertensão arterial crônica, doenças auto-imunes, diabetes, gestação gemelar e sinais clínicos de instabilidade hemodinâmica foram excluídas. Analisaram-se características biológicas, demográficas, obstétricas, além do comportamento da pressão sistólica e diastólica no puerpério. RESULTADOS. Incluiu-se 154 pacientes com pré-eclâmpsia grave. A média de idade foi de 25,1 + 6,5 anos. Em relação à escolaridade, 45,5% tinham 11 anos completos de estudos, 20,1% dos partos foram transpelvinos e a frequência de prematuridade encontrada foi de 59,7%. Houve dois casos de eclâmpsia, dezoito casos de síndrome HELLP e 43 casos de oligúria. A duração do internamento hospitalar puerperal variou de 1 a 30 dias e 45% das pacientes permaneceram internadas até o sétimo dia pós-parto. Emergências hipertensivas foram registradas em 53,9% das pacientes no pós-parto. Receberam alta em uso de droga anti-hipertensiva 76,5% das pacientes. Em relação à evolução dos níveis tensionais, observou-se queda dos níveis a partir do terceiro dia pós-parto. CONCLUSÃO. Puérperas com pré-eclâmpsia grave têm controle pressórico a partir do terceiro dia pós-parto e elevada freqüência de alta hospitalar em uso de drogas anti-hipertensivas. UNITERMOS: Pré-eclâmpsia. Período pós-parto. Perfil de saúde. PERFIL PERFIL PERFIL PERFIL PERFIL EPIDEMIOLÓGICO EPIDEMIOLÓGICO EPIDEMIOLÓGICO EPIDEMIOLÓGICO EPIDEMIOLÓGICO E EVOL EVOL EVOL EVOL EVOLUÇÃO UÇÃO UÇÃO UÇÃO UÇÃO CLÍNICA CLÍNICA CLÍNICA CLÍNICA CLÍNICA PÓS PÓS PÓS PÓS PÓS -PART ART ART ART ARTO NA NA NA NA NA PRÉ PRÉ PRÉ PRÉ PRÉ - ECLÂMPSIA ECLÂMPSIA ECLÂMPSIA ECLÂMPSIA ECLÂMPSIA GRA GRA GRA GRA GRAVE VE VE VE VE BRENA CARVALHO PINTO DE MELO 1 , MELANIA MARIA RAMOS AMORIM* 2 , LEILA KATZ 3 , ISABELA COUTINHO 4 , GISELLY VERÍSSIMO 5 Trabalho realizado no Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (IMIP), Recife, PE INTRODUÇÃO A pré-eclâmpsia é caracterizada pela presença de níveis tensionais elevados na gestação, após a 20ª semana, associada à proteinúria 1 . Responsável por grande parte das indicações de interrupção prematura da gestação 1 , tem sua etiologia ainda não esclarecida. Entretanto, a teoria mais aceita, atualmente, é a da má placentação: uma invasão trofoblástica deficiente levaria a uma lesão endotelial com espasticidade difusa, associada a hipercoagulabilidade, inflamação, hiperlipidemia e resistência insulínica 2,3 . As pacientes acometidas podem evoluir, em casos mais graves, para episódios de eclâmpsia, edema agudo de pulmão, síndrome HELLP (Hemolysis, Elevated Liver enzymes e Low Platelet), AVC (acidente vascular cerebral) e oligúria (com possível evolução para insuficiência renal). Por esse motivo, a pré-eclâmpsia é uma das causas mais importan- tes de internação em unidades de terapia intensiva obstétrica 4-6 . A falta de assistência nas pacientes com pré-eclâmpsia ou a sua evolução desfavorável pode levar ao óbito, o que faz dessa doença a maior responsável pela mortalidade materna nos países da América Latina e Caribe, incluindo o Brasil 7 . Diante de uma doença potencialmente tão devastadora, a maior parte dos estudos sobre pré-eclâmpsia concentram-se no diagnóstico precoce e identificação de seus fatores de risco, ou seja, dando maior ênfase ao período pré-parto 8 . Entretanto, a necessidade de se conhecer melhor o período pós-parto fica evidente ao se considerar as grandes alterações fisiopatológicas características deste período. Um exemplo seria o efeito da auto-transfusão que ocorre no puerpério imediato, após a expulsão da placenta, quando é estimado um retorno abrupto de mais de 800ml de sangue à circulação materna. Essas e outras adapta- ções a que o organismo materno é submetido nesse período podem potencializar muitas das complicações da pré-eclâmpsia 9 . Ainda são escassos os estudos referentes à evolução dos níveis tensionais na puérpera com pré-eclâmpsia, bem como a sua melhor forma de tratamento e até mesmo as características maternas do período pós-parto 10 . Apesar de alguns estudos aventarem o uso de 1. Médica do Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira e professora da graduação em Medicina pela FBV/IMIP, Recife, PE 2. Doutora em medicina subárea Tocoginecologia pela UNICAMP – professora da pós-graduação do Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira, Recife, PE 3. Doutora em medicina subárea Tocoginecologia pela UNICAMP – coordenadora da UTI Obstétrica do Instituto Materno Infantil de Pernambuco, Recife, PE 4. Doutora em cirurgia pela Universidade Federal de Pernambuco - preceptora da enfermaria de gestação de alto risco do Instituto Materno Infantil de Pernambuco, Recife, PE 5. Aluna de medicina da Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE