O PROTOCOLO DE QUIOTO E O FUTURO DOS MODELOS DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA ALEXILDO VELOZO VAZ 1 JOÃO ALENCAR OLIVEIRA JÚNIOR 2 1 Economista, Mestrando em Engenharia de Transportes do Programa de Mestrado em Engenharia de Transportes – PETRAN/Universidade Federal do Ceará -UFC, Analista de Projetos da CVRD, Belo Horizonte – MG, (0XX31) 3279-4780, e-mail: alexildo@det.ufc.br 2 Engenheiro Civil, Doutor, Prof. Adjunto do Programa de Mestrado em Engenharia de Transportes – PETRAN/Universidade Federal do Ceará – UFC, Fortaleza – CE, (0XX85) 9991-0262, e-mail: jalencarjr@yahoo.com e alencar@det.ufc.br Encontro Técnico-Científico da 6 a . Ecolatina 18 a 21 de setembro de 2006 – Belo Horizonte – MG RESUMO: O estímulo à inovação tecnológica consta no Protocolo de Quioto (1997) sob a premissa de que é capaz de apoiar a redução das emissões de gases causadores do efeito- estufa pelo financiamento e transferência de tecnologias alinhadas ao desenvolvimento sustentável. Segundo o conceito de desenvolvimento sustentável de Schumacher, isto seria possível somente se houvesse uma mudança no paradigma tecno-econômico atual, baseado no elevado consumo de energia não renovável de origem fóssil. O objetivo deste trabalho é apontar possibilidades de se alcançar o objetivo de Quioto sem mudança de paradigma, mas com modificações no modelo atual de inovação, que passaria dos modelos fechados, voltados para o aumento de competitividade e inovações incrementais, para modelo abertos baseados em plataformas inovativas em escala nacional, focadas na eficiência energética, capazes de gerar inovações radicais. Para isso, são analisados os modelos vigentes (technolgy-push, market-pull) e questionada a eficiência de um modelo do tipo “legal-push”, inovações induzidas pela legislação. PALAVRAS-CHAVE: PLATAFORMA DE INOVAÇÃO, GESTÃO DA INOVAÇÃO, PARADIGMA TECNOLÓGICO. KYOTO PROTOCOL AND THE FUTURE OF INNOVATION MODELS ABSTRACT: Technological innovation fostering is in Kyoto Protocol (1997) under the assumption that it is able to support green house gases (GHG) reduction by the establishment of funding, insurance and transfer of technology aligned to sustainable development. According to Schumacher sustainable development definition this might be possible if there is a change in the present techno-economic paradigm, which is based on non-renewable fossil fuels. The purpose of this article is to show possibilities to achieve Kyoto objectives without paradigm change, but changing the present innovation model. Contrary to current internal and competition driven model – able to create incremental innovations – establish an open model based on national innovation platforms, focused on energy efficiency, able to generate radical innovations. In order to reach such purpose, the current innovation models (technology push and market pull) are briefly analyzed and the efficiency of a “legal push”, the use of legal mechanisms to foster innovation, is put under suspicion.