Mecanismos de Segurança da Informação nas Eleições Brasileiras – Estudo de Caso Sobre o Pleito de 2010 em Goiás Maio/2012 1 Mecanismos de Segurança da Informação nas Eleições Brasileiras – Estudo de Caso Sobre o Pleito de 2010 em Goiás Thaís Domingues de Magalhães 1 - thais.d.magalhaes@gmail.com Sérgio Teixeira de Carvalho 2 RESUMO A informatização das Eleições trouxe maior segurança, rapidez e confiabilidade para os pleitos brasileiros. Contudo, ainda existe muita desconfiança e desconhecimento de todo o aparato tecnológico e ferramentas que, combinados, têm a função de garantir a lisura no processo eleitoral. O objetivo deste artigo é analisar como alguns dos mecanismos de tecnologia da informação utilizados pela Justiça Eleitoral contribuem para alcançar a transparência e garantir a correta contabilização dos votos, apresentando, como estudo de caso, as Eleições Gerais de 2010 no Estado de Goiás. PALAVRAS-CHAVE: voto eletrônico, confiabilidade, tecnologia da informação. 1. INTRODUÇÃO Uma análise informal do processo de votação em cédulas de papel já é suficiente para demonstrar as incertezas e fragilidades deste sistema que vinha sendo utilizado desde antes da criação da Justiça Eleitoral. Dentre estas, podemos destacar: anulação de votos por dificuldades em compreender a intenção do eleitor, possibilidade de alteração de votos em branco, demora na contabilização final, possibilidade de inserção de cédulas na urna após o final da votação, etc. A sociedade não tinha condições de fiscalizar a totalização nem tinha meios suficientes para realizar a auditoria do processo (FERREIRA, 2001). Desde a criação da Justiça Eleitoral em 1932, já se previa a criação de uma máquina de votar, mas foi somente a partir de 1986, com o realistamento eleitoral e o cadastro eleitoral único, que se iniciaram os esforços mais significativos para a informatização das Eleições. A evolução do processo eleitoral, apresentada na Figura 1, trouxe um aumento gradativo na segurança, rapidez e confiabilidade para os pleitos brasileiros. No entanto, apenas a utilização de mecanismos informatizados não garante a segurança necessária às eleições. É preciso a manutenção de um processo transparente, sério e meticuloso, projetado para que se tenha a máxima segurança, confiabilidade, integridade e confidencialidade do voto. Este processo deve ser auditado e avaliado constantemente para que se garanta a legitimidade democrática. Por último, é fundamental que os mecanismos informatizados empregados no voto eletrônico sejam amplamente divulgados imprimindo uma maior transparência a todo o processo (TSE, 2011e). 1 Pós-Graduada no Curso de MBA em Gestão de Software pelo Centro Universitário de Goiás Uni-Anhanguera, Pós-graduanda em Tecnologia da Informação – IPOG 2 Professor Mestre do Núcleo de Pós-Graduação do Centro Universitário de Goiás Uni-Anhanguera.