IN: EDUCARE, ANO V, Nº 8, JUNHO 2000, 21-34. CONTRA A RESISTÊNCIA: RESISTIR! João Ruivo (Professor Coordenador da ESECB) RESUMO A palavra “mudança” vai dominar o vocabulário pedagógico na viragem do milénio. Neste artigo pretende-se: 1- analisar os factores que condicionam os processos evolutivos, pessoais e profissionais, dos docentes; 2- relacionar esses sintomas de resistência com determinados períodos dos ciclos de vida dos docentes; 3- contribuir para anular os indicadores que condicionam a “plasticidade” e a “adaptabilidade”, enquanto características consideradas fundamentais para a sobrevivência profissional. I- Nota introdutória Urge analisar a formação de professores, salientando e descrevendo os factores que condicionam negativamente, neste virar do milénio, a adesão dos docentes à inovação e à renovação pedagógica, que são exigência de grande parte dos sistemas educativos europeus implicados em processos de reforma. Desde logo, porque se entende que não há mudança real dos sistemas e das práticas educativas se não estiverem motivados, informados e implicados os verdadeiros agentes dessa mudança, ou seja, os professores.