21º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental ABES – Trabalhos Técnicos 1 I-009 - SIMULAÇÃO DA DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS DE ETAs EM ETEs - REMOÇÃO DE SÓLIDOS E DE OVOS E LARVAS DE HELMINTOS Paulo Sérgio Scalize Graduado em Ciências Biológicas Modalidade Médica pela Faculdade Barão de Mauá - Ribeirão Preto. Doutorando em Hidráulica e Saneamento na Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo. Luiz Di Bernardo (1) Professor Titular da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo Antônio Sergio Spanò Seixas Professor Adjunto nível II - Departamento de Ciências da Saúde - Universidade Federal de São Carlos. Graduado na Faculdade de Farmácia e Odontologia - USP - Ribeirão Preto. Mestre em Educação pela Universidade Federal de São Carlos. Doutor em Ciências (Microbiologia Aplicada) pela UNESP - Rio Claro. Endereço (1) : Av. Trabalhador São-Carlense, 400 - São Carlos - SP - CEP 13566-590 - Brasil - Tel.: XX 16 273-9528 - Fax: XX 16 273-9550 - e-mail: bernardo@sc.usp.br RESUMO A crescente procura por formas alternativas para disposição de resíduos de Estações de Tratamento de água (ETAs), tem incentivado a realização de estudos sobre a sua disposição direta ou indireta nas Estações de Tratamento de Esgoto-ETEs. No presente trabalho foram estudados, em escala piloto por batelada, os efeitos que seriam produzidos nos sobrenadantes provenientes dos decantadores primários de uma ETE que recebessem resíduos de ETAs, do ponto de vista físico - remoção de Sólidos Suspensos Totais (SST), e biológico - remoção de ovos e larvas de helmintos. Os resultados mostraram que ocorreu diminuição da concentração desses parâmetros no sobrenadante, sendo observado que a maior remoção de sólidos bem como de ovos e larvas de helmintos ocorreu naquelas colunas de sedimentação que receberam os resíduos de ETA com maior concentração de SST. PALAVRAS-CHAVE: Resíduo de Estação de Tratamento de Água, Disposição de resíduos, Helmintos, Parasitas. INTRODUÇÃO As ETAs podem ser consideradas como indústrias, devendo os resíduos decorrentes da lavagem de filtros, limpeza de decantadores e de tanques de preparação de soluções e suspensões de produtos químicos, etc., serem devidamente tratados, uma vez que apresentam substâncias prejudiciais ao meio ambiente. Os resíduos gerados com as descargas dos decantadores representam uma parcela relativamente pequena do volume de água tratada, com quantidade elevada de sólidos e materiais indesejáveis, e devem ser tratados e dispostos convenientemente. Nos tanques de preparação e armazenamento de produtos químicos, os resíduos são produzidos por ocasião das lavagens em volumes não significativos. Já os resíduos provenientes das lavagens dos filtros representam de 1 a 5% do volume de água tratada, diariamente, sendo viável a recuperação destas águas, pois contribuirá de alguma forma para o atendimento da crescente demanda de água. Historicamente, a prática mais comum tem sido o lançamento dos resíduos diretamente nos cursos de água mais próximos ou, indiretamente, utilizando-se a rede de águas pluviais. No entanto, devido as suas características, os resíduos gerados nas ETAs aumentam o grau de poluição e de contaminação dos corpos receptores, contribuindo para a crescente degradação do meio ambiente e perda da qualidade de vida das populações existentes a jusante desses lançamentos. Tal prática tem sido bastante questionada por causa dos possíveis riscos à saúde pública e à vida aquática. Por outro lado, os sistemas de tratamento convencionais utilizados para os resíduos estão tornando-se complexos e onerosos, visto que os padrões de lançamento em cursos de água e disposição final em aterros sanitários têm se tornado cada vez mais rígidos. FOTO NÃO DISPONÍVEL