Lambach 1 Secretaria de Estado da Educação do Paraná – SEED Programa de Desenvolvimiento Educacional – PDE Contextualização do ensino de Química pela problematização e Alfabetização Científica e Tecnológica: uma experiência na formação continuada de professores Marcelo Lambach Secretaria de Estado da Educação do Paraná – SEED lambach@seed.pr.gov.br Resumo O presente artigo traz uma discussão em relação à formação continuada de professores de Química do ensino médio da educação básica, aproximando, para tal, os princípios da Alfabetização Científica e Tecnológica (ACT) aos fundamentos pedagógico-epistemológicos de Paulo Freire. O artigo utiliza, ainda, as Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (NTIC) para demonstrar como tais recursos podem se articular em relação à ACT e à Problematização Dialógica. Relata, por fim, como esses elementos foram utilizados em um curso de extensão universitária ministrado a um grupo de professores de Química da Rede Pública Estadual do Paraná. Palavras-chave: contextualização do ensino de Química; alfabetização científica e tecnológica; educação problematizadora; formação continuada de professores 1. Introdução A formação inicial e continuada dos professores de Química tem sido freqüentemente analisada (Schnetzler, 2002a; 2002b; Maldaner,1999; 2002). Mesmo assim, a área ainda carece de discussões e ações que aproximem o saber produzido na academia e a prática docente na Educação Básica. Tal aproximação é determinante ao se pretender superar o senso comum pedagógico, no qual a preparação para o vestibular parece ser discurso corrente entre os professores do Ensino Médio, com destaque aos de Química. Esse entendimento pedagógico se organiza, na maioria das vezes, numa perspectiva bancária de educação. Dessa forma, um caminho para a superação pretendida, pode ser o da alfabetização científica, a qual pretende viabilizar a formação cidadã ao invés da memorização de conteúdos sem relação com o contexto social dos educandos. Todavia, como já apontou Maldaner (2002), a formação inicial de professores de Química, por seguir ainda na maioria dos cursos o modelo que