Marcelo Lambach 1 Secretaria de Estado da Educação do Paraná – SEED Programa de Desenvolvimiento Educacional – PDE Ensino de Química e Contextualização: o uso das NTIC para a problematização dialógica Marcelo Lambach Secretaria de Estado da Educação do Paraná – SEED lambach@seed.pr.gov.br Resumo O presente artigo pretende estabelecer uma discussão de cunho teórico a respeito das possíveis relações entre Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC), Objetos de Aprendizagem (OA) e Alfabetização Científica e Tecnológica para a Contextualização do Ensino de Química. Esses elementos se articulam com a proposta de problematização de situações sociais dos educandos, na visão de Paulo Freire para uma educação dialógica em oposição à perspectiva bancária, ainda tão vivamente presente na prática docente. Por fim, apresentará possíveis caminhos para a formação continuada de professores de Química. Palavras-chave Contextualização do Ensino de Química; NTIC; Objetos de Aprendizagem, Alfabetização Científica e Tecnológica; Educação Problematizadora; Paulo Freire. 1. Introdução O Ensino de Química no Nível Médio da Educação Básica tem se caracterizado por aulas quase que exclusivamente expositivas em que os conceitos químicos são resumidos a comprovações matemáticas, desvinculados dos fenômenos que levaram à sua quantificação e das relações desses conceitos com situações reais do contexto sócio-econômico e cultural no qual o indivíduo está inserido. Essa forma de organizar o conhecimento a ser ensinado tem uma de suas origens na formação inicial dos docentes de Química, a qual, conforme apontam (MALDANER (2003), SCHNETZLER (2002), SANTOS & SCHNETZLER (1997)), vem apresentando problemas há longa data, essencialmente pelo fato dessa vir sendo dirigida à formação do bacharel, em detrimento do licenciado. Uma maneira de suplantar essa formação inicial deficitária é a Formação Continuada de professores. Todavia, deve-se considerar que estes cursos também podem tornar-se pouco efetivos, e pouco contribuírem para uma mudança de paradigma, mantendo os professores imersos em um nível de Consciência Ingênua (FREIRE, 2007) ou, no máximo, na Consciência Mágica (idem), se não forem