R. Min. Educ. Fís., Viçosa, v. 9, n. 1, p. 7 - 23, 2001 7 ARTIGO COMPORTAMENTO DA FREQÜÊNCIA CARDÍACA EM INDIVÍDUOS IMERSOS EM DIFERENTES TEMPERATURAS DE ÁGUA 1 Fabiane Graef Müller* Eduardo dos Santos* Leonardo Peyre Tartaruga* Walter Celso de Lima* Luiz Fernando Martins Kruel* RESUMO O objetivo deste estudo foi analisar o comportamento da freqüência cardíaca de indivíduos imersos na posição vertical, na profundidade entre apêndice xifóide e ombros, em três temperaturas de água (27, 30 e 33ºC). A amostra foi composta por 14 indivíduos do sexo masculino, praticantes de atividades aquáticas, na faixa etária de 18 a 35 anos. A freqüência cardíaca foi verificada através de sensores de batimentos cardíacos da marca Polar, modelo Beat. O comportamento da freqüência cardíaca foi determinado por meio das variações existentes entre a freqüência cardíaca dos indivíduos na posição vertical fora d’água e durante a imersão, em repouso. A análise dos dados foi feita utilizando-se a estatística descritiva, a análise de variância (ANOVA), o teste F, para comparar as classes das variáveis classificatórias, e o teste post-hoc de Bonferroni (p£0,05), para a localização das diferenças. Verificou-se que houve bradicardia durante a imersão, nas três temperaturas aquáticas. A bradicardia média na temperatura de 33ºC foi de 17,85±10,67 bpm; em 30ºC, de 24,14±11,16 bpm; e, em 27ºC, de 33,75±11,27 bpm. As diferenças entre as médias mostraram- se estatisticamente significativas somente entre a temperatura de 27ºC e a de 33ºC. Conclui-se que, durante a imersão aquática em temperaturas variando entre 27 e 33ºC, a bradicardia tende a aumentar com a diminuição da temperatura. Palavras-chave: freqüência cardíaca, imersão, temperatura aquática Introdução O número de pessoas que adere a programas de atividades físicas aquáticas vem se tornando cada vez maior, basta observar a quantidade de 1 Trabalho classificado em 1 o lugar no I PESQUISA EM ATIVIDADES FÍSICAS - ENAF. * Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC.