ACTAS do 12º COLÓQUIO de PSICOLOGIA e EDUCAÇÃO 381 ADAPTAÇÃO DA ESCALA “BASIC NEED SATISFACTION AT WORK ” PARA PROFESSORES Manuel Granjo, ISPA Instituto Universitário / UIPCDE, manuelgranjo@hotmail.com Francisco Peixoto, ISPA Instituto Universitário / UIPCDE, fpeixoto@ispa.pt Resumo: Neste estudo apresenta-se a adaptação da escalaBasic Need Satisfaction at Work” (BNSW), de Ilardi et al. (1993) para professores. Esta escala é suportada pela Teoria da Autodeterminação (TAD), um quadro amplo para o estudo da motivação humana e da personalidade, que releva o facto de as necessidades psicológicas básicas serem inatas e universais. Para a TAD, a satisfação de três necessidades básicas - autonomia, competência e relacionamento - constitui um contexto ideal para a expressão das capacidades e competências pessoais e para a vivência de experiências de autodeterminação (Deci & Ryan, 2000). A Escala de Realização Profissional Docente (ERPD), designação por nós adotada, foi aplicada a 201 professores do ensino privado, de ambos os géneros, diferentes níveis de ensino, do pré-escolar ao secundário e em diferentes fases da carreira profissional. No presente estudo foram testados dois modelos. O modelo 1 que respeita a estrutura da escala original (BNSW), constituída por três dimensões e 21 itens: autonomia (7), competência (6), relacionamento (8). Ao segundo modelo foi acrescentada a dimensão interesse/prazer (6 itens), autoretrato da motivação intrínseca, que foi retirada do Intrinsic Motivation Inventory (IMI), de McAuley, Duncan e Tammen (1989), perfazendo um total de quatro dimensões e 27 itens. Os dados foram submetidos a uma análise fatorial exploratória seguida de uma análise fatorial confirmatória. Os resultados obtidos revelaram-se bastante satisfatórios, com a escala a comportar-se de acordo com a estrutura esperada. A análise da consistência interna revelou uma fiabilidade bastante satisfatória. Introdução A Teoria da Autodeterminação de Deci e Ryan (1985, 2000) representa um quadro amplo para o estudo da motivação humana e da personalidade. Os seus autores evidenciam que a autodeterminação é uma tendência humana inata relacionada com a motivação intrínseca, tendo as pessoas uma propensão natural para a realização das suas atividades. O seu propósito principal está centrado no alcance de uma explicação de como as tendências naturais para o crescimento e as necessidades psicológicas interagem com as condições socioculturais no sentido da autodeterminação. Partem do pressuposto que quando o trabalho é potencialmente satisfatório e significativo e a cumprirem-se determinadas condições, constitui um contexto ideal para a expressão das capacidades e competências pessoais e para a vivência de experiências de autodeterminação. A motivação é concebida como um recurso interno que explica muitos aspetos do comportamento humano (realização, desenvolvimento, bem-estar),