00931 PROCESSAMENTO DIGITAL DE IMAGENS APLICADO A DETERMINAÇÃO DE LESÕES DE ANTRACNOSE EM FRUTOS DE BANANA cv PRATA. DIGITAL PROCESSING IMAGES APLIED FOR DETERMINATION OF THE SEVERITY OF ANTHRACNOSE ON BANANA cv PRATA FRUITS. Hugo do Nascimento Bendini, Wilson Da Silva Moraes, Juliana Domingues Lima, Silvia Helena Modenese Gorla Da Silva – Campus de Registro – Faculdade de Ciências Agrárias do Vale do Ribeira – Engenharia Agronômica – h_bendini@registro.unesp.br . Palavras-chave: processamento digital de imagens, escala diagramática, banana, antracnose. Keywords: digital processing images, diagrammatic scale, banana, anthracnose. 1. INTRODUÇÃO O fruto da banana é altamente perecível e predisposto a sérias perdas em pós-colheita, principalmente ao estádio impróprio de maturação do fruto, práticas inadequadas de colheita e armazenamento e doenças de pós-colheita (Ramma et al ., 1999). A antracnose causada por espécies de Colletotrichum é a principal doença de frutos em pós-colheita como a banana (Musa spp.), o caju (Anacardium occidentale L.), a manga (Mangifera indica L.), o mamão (Carica papaya L.) e o maracujá (Passiflora edulis f. flavicarpa Deg.) (Benato, 1999; Peres et al ., 2002), nas regiões tropicais e subtropicais do mundo. O sintoma típico da doença é caracterizado por lesões arredondadas, grandes, necróticas e bordos ligeiramente elevados com o centro dos tecidos deprimidos, onde são produzidas massas de conídios de coloração alaranjada (Bailey et al ., 1992), podendo ocorrer uma podridão-mole nos frutos, prejudicando a sua comercialização (Lima et al .,1993). Para o desenvolvimento de métodos de controle, é preciso quantificar a doença, podendo ser pela incidência, que é baseada no número de frutos infectados, ou pela severidade, que considera a porcentagem de tecido infectado. No caso da antracnose em pós-colheita de frutos, a quantificação é geralmente feita pela severidade, devido ao fato de expressar o dano com maior precisão, aumentando a eficiência no controle. Os principais métodos que têm sido utilizados na quantificação da severidade de doenças são os métodos do papel milimetrado, gravimétrico, planímetro, e o método do integrador de área. Os três primeiros são métodos manuais, que além de serem trabalhosos, estão altamente sujeitos a subjetividade e falhas humanas. O método do integrador de área é um método preciso, porém depende da aquisição do integrador, que é um equipamento muito caro, além de não permitir a medição da área de objetos específicos, como as lesões de doenças, medindo apenas a área total. Erros na quantificação da doença podem ser muito significativos na análise epidemiológica subseqüente, interferindo em maior ou menor grau, nas conclusões alcançadas (Campbell; Madden, 1990). Para evitar estes erros, o método de quantificação deve possuir acurácia, precisão e uma boa reprodutibilidade. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E OBJETIVOS 2.1. Fundamentação Teórica Escalas diagramáticas têm sido utilizadas na orientação da estimativa visual, permitindo ao avaliador situar sua estimativa num intervalo menor, compreendido entre dois dos níveis representados pelo diagrama (Amorim, 1995). Existem escalas diagramáticas para avaliação da severidade de doenças em várias culturas agronômicas, como feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) (Stonehouse, 1994; Godoy et al., 1997), citrus (Citrus spp.) (Rodrigues et al., 2002), cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.) (Amorim et al., 1987), entre outras.