ACESSO A SKINNER PELA SUA PRÓPRIA OBRA: PUBLICAÇÕES DE 1930 A 1990 (1) Kester Carrara - UNESP / Marília (2) RESUMO: Extensa e controvertida, a obra publicada de B. F. Skinner está reunida, sob a forma de lista de referências, no presente trabalho. As publicações incluem artigos, livros, revisões, cartas a editores, comentários e outras manifestações de algum modo chanceladas pelo behaviorista de 1930 a 1990. Notas explicativas, ao final, acrescentam esclarecimentos importantes sobre vários dos seus trabalhos. PALAVRAS-CHAVE: Análise do comportamento; behaviorismo; behaviorismo radical; publicações de Skinner. Uma primeira versão deste trabalho foi publicada na revista Didática, v.28, p.195-212, 1992. Esta versão, preparada por sugestão de Behaviorism, para a Internet, teve autorização da direção do referido periódico. Algumas alterações foram feitas, com o objetivo de aperfeiçoar a primeira publicação: passado mais tempo desde o desaparecimento de Skinner, bibliotecas, instituições de ensino e a própria B. F. Skinner Foundation possuem, agora, um agrupamento de informações mais sólidas acerca das publicações do autor. Na lista que se segue, foram acrescentadas algumas novas referências às 234 mencionadas anteriormente: as atualizações dizem respeito ao período 1961-1990 e valem-se, especialmente, do trabalho de compilação de R. Epstein (An updated bibliography of B. F. Skinners works, 1995, que pode ser encontrada em Todd, J. T. & Morris, E. K., Modern perspectives on B. F. Skinner and contemporary Behaviorism. Westport: Greenwood Press, 1995). Tal lista, apresentada em ordem cronológica anual, mas sem maiores comentários, pode ser acessada no site da B.F. Skinner Foundation. Na seqüência, segue-se, na medida do possível, a redação introdutória e o formato da versão inicial (1992). Observações julgadas importantes foram acrescentadas entre colchetes. Críticas e sugestões serão bem-vindas e poderão ser encaminhadas via e-mail para o autor. O presente trabalho reúne a obra publicada por B. F. Skinner, cobrindo toda a sua vida profissional ativa na área de Psicologia. O autor, nascido a 20.3.1904 e falecido a 18.8.1990, recebeu sua maior láurea em 10.8.1990, da American Psychological Association (...) o Citation for Outstanding Lifetime Contribution to Psychology pretendeu homenagear Skinner, autor de mais de 230 publicações e cujo último artigo, Can Psychology be a science of mind? teve sua redação completada apenas no anoitecer do dia 17.8.1990, véspera de sua morte. Quando se trata de um autor controvertido tal como Skinner, é fundamental sair do conhecimento por vezes superficial e distorcido, gerado por fontes secundárias de referência, para ir direto a sua obra angariar argumentos que pretendam sustentar, derrubar ou apenas compreender os postulados do behaviorismo radical. Conhecer mais profundamente as publicações desse autor não é tarefa simples, dada sua extensão, seu caráter polêmico e as dificuldades para reuni-las. Também Epstein (1977) não se disse completamente certo da exatidão e completitude de sua lista de publicações, embora a tenha elaborado a partir de entendimento com o próprio Skinner e tenha desfrutado das facilidades de contato direto com editores de revistas e periódicos norte-americanos, na época em que escreveu seu artigo [primeira parte da bibliografia] para Behaviorism [periódico]. Algumas razões contribuem, às vezes em conjunto, para dificultar a elaboração: primeiro, Skinner não se prendia aos padrões comuns de publicação, através de livros e artigos de pesquisa (ao longo da carreira, foram divulgadas também revisões, cartas a editores, resumos, prefácios, verbetes, etc.); segundo, muitas de suas publicações têm sido parcial ou completamente republicadas em diferentes ocasiões ou lugares; terceiro, as obras de referência (como Current Contents ou Psychological Abstracts) cobriram apenas parte do seu trabalho, tornando-se impraticável tê-las como único parâmetro para elaborar uma lista aceitável; quarto, tem-se um conhecido problema local, que é o fato de não se dispor, nas bibliotecas públicas brasileiras, de um número adequado de assinaturas de revistas e periódicos [problema que permanece].