Repositórios institucionais Democratizando o acesso ao conhecimento • 71 A FALAR NOS ENTENDEMOS – A INTEROPERABILIDADE ENTRE REPOSITÓRIOS DIGITAIS Ana Alice Baptista introdução O Glossário da Dublin Core Metadata Initiative (DCMI) deine intero- perabilidade como “a capacidade de tipos diferentes de computadores, redes, sistemas operativos e aplicações trabalharem em conjunto com eicácia, sem comunicação prévia, de forma a trocarem informação de uma maneira útil e com signiicado” (Woodley, 2005 - tradução livre). Refere ainda o glossário que há três formas de interoperabilidade: se- mântica, estrutural e sintáctica. Assim como nós, humanos, utilizamos vários idiomas para nos expressarmos, também as máquinas utilizam um variado conjunto de protocolos (linguagens de comunicação). Não nos reportando apenas à linguagem verbal, mas lembrando a linguagem gestual, e outras forma de expressão entre humanos (por exemplo, sinais de fumo ou o código morse), veriicamos que as formas de expressão entre humanos se si- tuam a vários níveis. O mesmo se passa com as máquinas: podem ser interoperáveis ao nível, por exemplo, dos protocolos de comunicação e não o ser, por exemplo, ao nível dos termos utilizados na mensagem que é transmitida. Ou seja, a roupagem é a mesma, mas os conteúdos veiculados são de natureza diferente. Seria algo semelhante a humanos tentarem comunicar verbalmente mas uns a falar italiano e outros a fa-