Congresso Brasileiro de Oceanografia CBO´2012 13 a 16 de novembro de 2012 Rio de Janeiro RJ Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO) 1 CORAL INVASOR Tubastraea spp. EM RECIFES DE CORAIS E SUBSTRATOS ARTIFICIAIS NA BAÍA DE TODOS OS SANTOS (BA) Ricardo J. Miranda 1,2,3 ; Lua Porto 3 ; Igor C. S. Cruz 4 ; Francisco Barros 2 1 ricardojdemiranda@gmail.com (Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Biomonitoramento, Universidade Federal da Bahia, Rua Barão de Geremoabo,s/n, 40.170-115, Salvador, BA) 2 (Laboratório de Ecologia Bentônica, Instituto de Biologia, Universidade Federal da Bahia, Rua Barão de Geremoabo,147 , 40.170-290, Salvador, BA) 3 (Organização Socioambientalista PRÓ-MAR, Av. Vital Soares, 13, 44470-000 Ilhota, Mar Grande, Vera Cruz) 4 (Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rua São Francisco Xavier 524, PHLC Sala 220 Maracanã, 20559-900 Rio de Janeiro, RJ) ABSTRACT The invasive coral Tubastraea spp. known as orange cup coral, has the first occurrence in Brazil in 80s. It was introduced by oil platform at Campos basin (Rio de Janeiro) and it was observed in the states of São Paulo, Santa Catarina, and Espírito Santo. Recently, Tubastraea spp. was found at three sites in Baía de Todos os Santos (BTS), Bahia. Our goal in this work is to characterize two communities where orange cups corals are found and report three new sites of occurrence. We use the technique of video transect to describe communities. In our results, the abundances of these invaders corals in a coral reef varied between eight and in a pier war one percent. In this case, there was a greater preference for natural substrate, possibly due to the depth. We also found two new places of occurrence, both them near the site of an oil platform, which are considered possible routes of introduction. This indicates an expansion of these species in this bay. Corals invaders are expanding their distribution in the coral reefs and artificial environments BTS threatening local marine biodiversity. Keywords: non indigenous species, Tubastraea, coral reefs, brazilian eastern coast. INTRODUÇÃO O aumento do comércio internacional devido a crescente globalização vem contribuindo para a transferência de espécies para outras regiões além da sua distribuição geográfica natural (Carlton, 1987). Estas espécies, consideradas exóticas, ao colonizarem uma nova área podem encontrar condições ambientais favoráveis ao seu desenvolvimento e em alguns casos, estas podem ser mais eficientes que as espécies nativas no uso de recursos (Lodge, 1993). Estas espécies são denominadas invasoras e causam problemas ecológicos, como o declínio de espécies nativas, perda da biodiversidade e alterações nas funções das comunidades e ecossistemas (Molnar et al., 2008). No Brasil, as espécies de coral sol Tubastraea tagusensis e T. coccinea são consideradas exóticas (de Paula & Creed, 2004). Originárias do oceano Pacífico, teve seu primeiro registro no Brasil na década de 80 incrustado em plataformas de petróleo (Castro & Pires, 2001). Estas vêm expandindo sua distribuição e causando alterações em comunidades bentônicas dos costões rochosos da costa sul brasileira (nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Santa Catarina cf. de Paula & Creed, 2005; Creed et al., 2008; Silva & Barros, 2011; Mantelatto et al., 2011; Lages et al., 2011). Na Baía de Todos os Santos (BTS), o coral Tubastraea foi visto pela primeira vez em 2008 no naufrágio Cavo Artemidi e três anos depois da Marina de Itaparica e no recife de coral do Cascos (Sampaio et al., 2012). Este foi o primeiro relato de Tubastraea em recifes de corais no Brasil. Compreender a distribuição e abundância das espécies exóticas do coral Tubastraea spp. na BTS é fundamental para implementação das ações de manejo e mitigação dos impactos (Bax, 2001). Por isso, o presente estudo teve como objetivo descrever a distribuição geográfica de Tubastraea spp. na BTS, apresentando os resultados parciais de abundância relativa desses corais invasores nesta baía. 1527