57 ARTIGO ORIGINAL Parto, morte e massa óssea na Colecção de Esqueletos Identificados do Museu Antropológico da Universidade de Coimbra (Portugal): alguns avanços preliminares Francisco Curate* 1,2 , João Pedroso de Lima 3 , Anabela Albuquerque 3 , Izilda Ferreira 3 , Joana Correia 3 , Eugénia Cunha 2,4 1 Centro de Investigação em Antropologia e Saúde – Universidade de Coimbra, Portugal 2 Centro de Ciências Forenses – Instituto Nacional de Medicina Legal, IP, Portugal 3 Serviço de Medicina Nuclear – Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Portugal 4 Departamento de Ciências da Vida – Universidade de Coimbra, Portugal *fcurate@uc.pt Artigo recebido a 23 de Março de 2012 e aceite a 09 de Maio de 2012 RESUMO Neste trabalho pretende-se testar a hipótese de que o período gestacional se encontra relacionado com o decréscimo da massa óssea em mulheres que faleceram durante a sua idade reprodutiva. Desse modo, avaliaram-se alguns parâmetros da massa óssea, através da radiogrametria do segundo metacárpico e da densitometria no fémur proximal, numa amostra feminina da Colecção de Esqueletos Identificados da Universidade de Coimbra. Os valores médios do Índice Cortical do segundo metacárpico (IC) e de densidade mineral óssea (DMO) em diferentes regiões do fémur proximal observados em mulheres que morreram devido a complicações relacionadas com o parto (ICD-10: 15; N=4) e em mulheres que morreram devido a outras causas (N=24) são similares. O IC é de 50,4 (DP=14,37; 95%CI 27,51 – 73,23) nas mulheres que faleceram devido a complicações puerperais, e é de 54,47 (DP=9,48; 95% CI: 50,47 – 58,48) nas restantes. A DMO na região do «colo» do fémur (ICD-10: 15: 0,843; DP=0,15; 95%CI: 0,611 – 1,075/ Outras