FORMAÇÃO DO TRABALHADOR E INTERDISCIPLINARIDADE MUELLER, Rafael Rodrigo – UFSC - mueller.rafael@gmail.com JANTSCH, Ari Paulo – UFSC - apjantsch@terra.com.br BIANCHETTI, Lucídio – UFSC - lucidiob@uol.com.br Eixo: Trabalho e Educação/nº 08 Agência Financiadora: sem financiamento Introdução Neste trabalho, resultado de pesquisa em nível de mestrado, o pressuposto do qual partimos é o de que os indivíduos têm diariamente diante de si a necessidade de apreender as determinações da existência pela perspectiva da totalidade, perspectiva que não se apresenta no plano das aparências. No nosso caso, ao relacionarmos a formação do trabalhador com a interdisciplinaridade, a categoria da totalidade remete, entre outras, a questões teórico-metodológicas relacionadas à produção e à socialização do conhecimento e à compreensão de como a produção da existência humana se relaciona com a produção e a socialização do conhecimento em um lugar e tempo determinados. Como cada tempo-espaço não tem as respostas dadas naturalmente, torna-se necessário articular o ensino da formação qualificada do trabalhador com a pesquisa. No caso do trabalhador da educação essa articulação é mais decisiva do que para os trabalhadores em geral. Dessa perspectiva, se estivermos comprometidos em entender como o conhecimento é produzido, socializado e apropriado, necessitamos também nos comprometer com a compreensão do processo mais amplo, em termos de espaço e de história, no qual ele é demandado, por quem é demandado, quem se beneficia e quem é excluído integralmente ou em parte desse processo. O alerta de Silva, nessa direção é de que necessitamos primeiramente e acima de tudo de uma descrição mais completa e detalhada de como a ciência e o conhecimento são produzidos e utilizados para os objetivos de valorização do capital e qual é o papel das instituições educacionais nesse processo (1992, p. 147). Assumir este ponto de vista significa empenharmo-nos em buscar explicações sobre por que em determinado momento da história recente as instituições educacionais foram desafiadas a formar especialistas e, quando haviam se qualificado para responder de uma maneira adequada a esta demanda, lhes foram e vêm sendo endereçadas contra-