AS EXPRESSÕES DA IDEOLOGIA DO COTIDIANO EM FALA TU Thales Vilela LELO (Graduando em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto/UFOP e bolsista de Iniciação Científica do CNPq) Marta Regina MAIA (Professora Adjunta do curso de Comunicação Social – Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto) RESUMO Este artigo se propõe a ser uma análise dos relatos dos atores sociais do documentário Fala Tu (2003), do diretor estreante Guilherme Coelho. O filme foi realizado a partir do registro do dia-a-dia de três rappers moradores da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro (Macarrão, Combatente e Thogun), durante um período de nove meses. Assim, através da decupagem de diversos takes do filme, e atentos para o valor da palavra falada - preservada na sua intenção e contexto - na composição do imaginário social do outro, a ideia é que se apreenda, a partir de uma perspectiva bakhtiniana, como se compõem alguns dos níveis superiores e inferiores da ideologia do cotidiano destes sujeitos e como estes níveis se apresentam em conflito para atingir a arena das ideologias oficiais constituídas.