61 Nogueira, M. R.; Peracchi, A.L. & Moratelli, R. Capítulo 05 - Subfamília Phyllostominae Capítulo 05 Subfamília Phyllostominae Marcelo Rodrigues Nogueira Pesquisador Associado do Laboratório de Ciências Ambientais Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Adriano Lúcio Peracchi Professor Livre Docente do Instituto de Biologia Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Ricardo Moratelli Programa Institucional de Biodiversidade e Saúde, FIOCRUZ; Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas (Zoologia), Museu Nacional, UFRJ A subfamília Phyllostominae Gray, 1825 (sensu WETTERER et al., 2000) constitui um di- versificado clado de morcegos essencialmente neotropicais, com apenas uma das 47 espécies atu- almente reconhecidas alcançando o sudoeste dos EUA (SIMMONS, 2005). Dos 16 gêneros descri- tos, 15 ocorrem no Brasil, onde há registro para 33 espécies. A ampla variação de tamanho corporal observada dentre os filostomíneos está bem repre- sentada na fauna brasileira, que inclui tanto as menores formas conhecidas, com menos de 10 g, quanto Vampyrum spectrum, maior morcego das Américas e que pode pesar mais de 200 g. A maio- ria dos filostomíneos apresenta orelhas bastante desenvolvidas, que auxiliam na ecolocalização e na percepção dos sinais sonoros de suas presas, além de asas largas e curtas, que permitem um vôo mais lento e manobrável em meio à vegetação (REID, 1997). O apêndice nasal é excepcional- mente desenvolvido em alguns gêneros, o que tam- bém deve refletir a importância da ecolocalização nesse grupo (ZHUANG & MÜLLER, 2006). Com respeito ao desenvolvimento do rostro, filostomíneos se situam em posição intermediária dentro dos filostomídeos, não alcançando o pro- longamento observado nos Glossophaginae mais especializados, nem tão pouco a tendência à braquicefalia encontrada nos Stenodermatinae. A membrana interfemural é bem desenvolvida, mas a cauda geralmente não ultrapassa a metade de sua extensão, podendo até mesmo estar ausente. Em alguns casos, entretanto, essa estrutura é bas- tante desenvolvida, alcançando a ponta da mem- brana interfemural. Há um único gênero, Macrotus, no qual a cauda avança além da membrana, mas não há registro de sua ocorrência na América do Sul (REID, 1997). Embora haja registro do consumo de ma- terial vegetal, e algumas espécies o façam até de maneira regular, a grande maioria dos filostomíneos é predominantemente animalívora. Nas espécies de menor porte as presas consumidas são essenci-