Maximizar o Estudo, minimizar a Intervenção, como Forma de salvaguardar o Património Arquitectónico. O Exemplo da Igreja de S. Francisco, Horta. Luís Pedrosa Grid, Lda António Vicente Oz, Lda Vítor Cóias e Silva Oz, Lda Paulo Lourenço Universidade do Minho Agustín Orduña Universidade do Minho 1. INTRODUÇÃO Fundada em 1696, a Igreja de S. Francisco na cidade da Horta, Ilha do Faial, é uma antiga construção de elevado valor histórico e patrimonial. O natural processo de envelhecimento dos seus materiais constituintes e a frequência com que ao longo da sua existência tem sido sujeita à ocorrência de sismos tornaram bem visíveis diversas deficiências estruturais, agravadas pela crise sísmica de 1 de Julho de 1998. A inspecção à construção efectuada na sequência deste sismo, apontou para a necessidade de elaboração de um projecto com vista à realização de intervenções de reabilitação e reforço sísmico da Igreja. No sentido de se preparar convenientemente a elaboração deste projecto e a fim de se recolher a informação necessária para uma criteriosa concepção das intervenções, foi primeiro levado a cabo um levantamento e caracterização das anomalias existentes, tendo-se também procedido à identificação dos materiais constituintes, à realização de ensaios de caracterização das suas propriedades mecânicas e ao levantamento de fundações e reconhecimento geotécnico. 2. METODOLOGIA Um monumento é, ao mesmo tempo, uma construção e um bem cultural. As intervenções que os envolvam devem atender, simultaneamente, a uma e outra destas vertentes. Enquanto construção, as intervenções pressupõem conhecimentos técnicos dos materiais e sistemas construtivos tradicionais e contemporâneos: por um lado, as velhas "artes e ofícios" e os materiais originais são, muitas vezes, preferíveis às tecnologias que hoje têm mais peso nos hábitos dos