                   Maria Inês Paes Ferreira 1 ; Rafael Nogueira da Costa 2 ; Priscila Gontijo Aguiar de Almeida 3 ; Michelli Rocha Cordeiro 4 ; Maria Aparecida Vieira Albano Ferreira 5 e Ully Hashimoto Mayerhofer 6   A sociedade, de uma maneira geral, relaciona os impactos ambientais negativos gerados pela exploração de petróleo e gás  a derramamentos de óleo nos ambientes marinhos, que mascaram a percepção de outros impactos ambientais de amplitude local, ou mesmo regional, relacionados à produção de petróleo. O crescimento populacional e das atividades econômicas estimuladas pela atividade petrolífera na Bacia de Campos (RJ) vêm induzindo a uma série de pressões sobre os recursos naturais e sobre as populações (COSTA e FERREIRA, 2010), principalmente aquelas socioeconomicamente vulneráveis residentes em cidades como Macaé, que a partir de 1978 passou a ser a base operacional das atividades de exploração de petróleo e gás na Bacia de Campos. O Município de Macaé (Figura 1), localizado no Estado do Rio de Janeiro, faz divisa com as cidades de Quissamã, Carapebus, Conceição de Macabu, ao Norte; Rio das Ostras e Casimiro de Abreu, ao Sul; Trajano de Moraes e Nova Friburgo, a Oeste; e com o Oceano Atlântico, a Leste. Possui uma área total de 1.219,8 km 2 , destacandoIse a presença de diversos pontos turísticos, como as praias e a região serrana (MACAÉ, 2009). A partir da década de 80, Macaé veio consolidandoIse como o epicentro das atividades relacionadas à cadeia produtiva do petróleo  no país, e o crescimento acelerado observado na região (COSTA e FERREIRA, 2010) suscita à reflexão relativa aos impactos indiretos associados a tais atividades. Perceber o ônus deste aquecimento econômico é fundamental para que as sociedades macaense e brasileira possam melhor se posicionar acerca das propostas de incremento da exploração dos seus recursos não renováveis, associadas ao petróleo do PréIsal e às metas de aceleração do crescimento. Diante do quadro de injustiça ambiental presente na sociedade brasileira, esse trabalho tem como objetivo colaborar com a pesquisa nacional sobre injustiça ambiental e saúde no Brasil, em cujo mapa de conflitos ambientais apenas São João da Barra é apontado no Norte Fluminense. O estudo insereIse no projeto “Conflitos ambientais e riscos à saúde: pesquisa sobre a ocorrência de injustiça ambiental no Município de Macaé” (linha de investigação dos pesquisadores do Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego). 1 Engenheira química, Doutora em Ciência e Tecnologia de Polímeros, pesquisadora do IF Fluminense. 2 Biólogo, Mestre em Engenharia Ambiental pelo IF Fluminense, docente da UFRJ. 3 Bióloga, Mestre em Engenharia Ambiental pelo IF Fluminense, docente da Prefeitura Municipal de Macaé. 4 Engenheira de Segurança do Trabalho, Mestre em Engenharia Ambiental pelo IF Fluminense. 5 Socióloga, Mestranda em Engenharia Ambiental pelo IF Fluminense. 6 Estudante do Curso Técnico em Automação Industrial no IF Fluminense.