Marcas sintáticas de intencionalidade: da pragmática para a gramática Dayana Silva (USP- Programa Aprender com Cultura e Extensão) Maria Célia Lima-Hernandes (USP- FFLCH) Resumo: Este trabalho tem o objetivo de analisar as formas de codificação sintática da intenção na língua portuguesa como L2. Os dados foram extraídos de amostras de português L2 produzidas por alunos intercambistas da USP durante o ano de 2009 e 2010. Nosso objetivo é identificar como o falante sinaliza sua atitude em situações pragmáticas, utilizando ferramentas linguísticas, especialmente as estratégias sintáticas. Palavras-chave: português L2; nível ilocucionário; interface pragmática/sintaxe. Introdução Um grande número de alunos intercambistas de variadas partes do mundo chega à USP todos os anos e são recebidos pela CCINT, que se torna seu ponto de apoio e de referência para a solução de diversos problemas e entraves com que vão se defrontando ao longo dos anos de estudos. Alguns estrangeiros não permanecem apenas um ano, como a maioria, mas cumprem todos os créditos de sua graduação na Universidade. Perceber essa quantidade grande de estrangeiros e os problemas que invariavelmente relatavam em especial no momento de chegada à Universidade foi o que motivou a proposição do projeto que deu origem a este trabalho. Um grupo de estrangeiros constitui-se alvo prioritário de discussão neste artigo, como forma estratégica de dar relevância ao problema que não é, de forma alguma, também irrelevante. Trata-se de um grupo de estudantes de graduação que carece de uma atenção mais detida por parte da USP e da CCINT, já desde sua chegada, nem tanto por precisarem de orientação, mas por demandarem uma orientação aos seus interlocutores mais frequentes, os docentes dos variados cursos de graduação.