OntoEmerge: construção de uma ontologia core para a área de emergências baseada em ontologia de fundamentação Maria Inês Bosca (UFRJ-PPGI) mariaines.bosca@gmail.com Kelli de Faria Cordeiro (UFRJ-PPGI/Marinha do Brasil-DFM) kelli.faria@gmail.com Jonice Oliveira (UFRJ-PPGI) jonice@dcc.ufrj.br Maria Luiza Machado Campos (UFRJ-PPGI) mluiza@ufrj.br Resumo: A gestão de emergências envolve a interação com um grande volume de dados de diversas fontes para uma rápida tomada de decisão. Normalmente, esses dados não possuem padrões e vocabulário comum, tornando inviável a interoperabilidade entre os sistemas. Neste trabalho, os vocabulários, glossários, padrões e ontologias na área de emergência foram analisados para a seleção dos conceitos mais gerais e posteriormente classificados nas categorias ontológicas da UFO (Ontologia de Fundamentação Unificada). Como resultado, os conceituais da ontologia core OntoEmerge foram modelados tematicamente para facilitar o entendimento do domínio, podendo ser usada, inicialmente, como um quadro de referência na gestão de emergências. A ontologia resultante será utilizada e validada, em alguns cenários reais, como descrito neste trabalho. Palavras-chave: Gestão de Emergências; Ontologia; Ontologia Core. 1. Introdução Gestão de emergências é um processo complexo que lida com informações de diferentes fontes e sistemas num ambiente dinâmico, onde as decisões são tomadas sob pressão. Para obter sucesso nesse processo é necessário garantir um entendimento comum entre todos os atores envolvidos em diferentes fases, sejam pessoas ou organizações, além de uma interoperabilidade entre os sistemas (Iannella et al, 2009). Neste cenário, ontologias se tornam essenciais, viabilizando a interoperabilidade semântica dos sistemas envolvidos, assim como uniformizando ou explicitando diferentes perspectivas sobre o conhecimento já existente. Tendo como objetivo a compatibilização de conceitos e melhoria a qualidade de modelos conceituais, Ontologias de Fundamentação têm sido usadas como base de estratégias de construção e análise de esquemas terminológicos, sendo categorias filosoficamente bem fundamentadas e independentes de domínio, como por exemplo, DOLCE (Bottazzi e Ferrario, 2006), GFO (Herre et al., 2006), SUMO (Niles e Pease, 2001) e UFO (Guizzardi et al, 2005).