ANAIS 1/11 PLATAFORMA ECO – LOGÍSTICA COMO ESTRATÉGIA PARA REDUÇÃO DO IMPACTO URBANO FLAVIO NUMATA JUNIOR ( flavio.numata@gmail.com , profnumata@ibest.com.br ) UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA DECIO ESTEVÃO DO NASCIMENTO ( decio@utfpr.edu.br ) UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA DO PARANA Resumo A força econômica globalizada dos centros urbanos pode ser verificada, por exemplo, pelo movimento frenético dos caminhões para a distribuição de cargas. Tomando os espaços das vias urbanas, estas máquinas produzem transtornos na locomoção, no tempo produtivo, no ambiente e na qualidade de vida. O desenvolvimento de tecnologias e alternativas para reestruturar a cadeia de suprimentos geograficamente dispersa, torna-se ainda mais complexa. Inúmeros são os reflexos negativos nesta relação: transporte de cargas – centros urbanos – pessoas. É necessário soluções inteligentes, interagindo as organizações competitivas num ativo com portfólio com características sociais, econômicas e ambientais. Este estudo é resultado de uma pesquisa de natureza exploratória utilizando a técnica da revisão bibliográfica na área de Logística. O objetivo do artigo é apresentar uma reflexão estratégica, envolvendo ações do poder público e da iniciativa privada, visando à redução da massa circulante de veículos de cargas nos centros urbanos, levando em conta aspectos sócio- econômicos-ambientais. Palavras-Chaves: Competitividade, Distribuição de Cargas, Logística, Plataforma Eco- Logística. 1. Introdução O cenário urbano e a função transporte devem interagir numa relação colaborativa para o sucesso das operações e do meio habitacional. Segundo Carvalho (1998), o crescente consumo de bens e serviços favorecem o crescimento econômico e a demanda por transportes. O transporte urbano de mercadorias é intenso e revela proporcionalmente o nível de crescimento urbano. A globalização da economia atingiu as cidades de diferentes formas: da urbanização temática de alguns povos, da sinalização urbana em línguas estrangeiras, assim como da necessidade de reduzir os impactos poluidores para assegurar o bem estar da população. Em 1950 menos de 30% da população mundial morava em zonas urbanas e a ONU projeta para 2050 mais de 60% da população vivendo nos grandes centros urbanos (WBCSD, 2001). A busca pela redução da poluição veicular e a melhoria do tráfego urbano é uma batalha incessante, pois este fluxo de distribuição de mercadorias é realizado para atender o consumo dessa população. Um estudo dirigido por pesquisadores da Universidade de Westminster, Inglaterra, nas cidades de Londres e Norwick, quantificou o tempo de ocupação num processo de distribuição de cargas urbana na seguinte proporção (ALLEN et. al., 2000): - 10% do tempo total da viagem gasto nos percursos de ida e volta;