O USO DE RECURSOS IDIOMÁTICOS DO CONTRABAIXO ACÚSTICO EM ARRANJOS COM O VIOLÃO Gadiego Carraro 1 gadiegobass@hotmail.com Sonia Ray 2 soniaraybrasil@gmail.com Palavras-chave: repertório brasileiro para contrabaixo; arranjos para contrabaixo e violão; contrabaixo acústico solista/camerista; Introdução O presente resumo trata do uso de recursos idiomáticos do contrabaixo acústico em combinação com o violão em obras extraídas do repertório popular brasileiro. Tem como foco principal apresentar exemplos de utilização destes recursos idiomáticos em arranjos para contrabaixo acústico e violão. Para isso, além dos recursos idiomáticos dos instrumentos, são consideradas possibilidades de atuação do contrabaixo como instrumento solista/camerista. Acredita-se que a expansão do repertório para este instrumento através de arranjos de obras brasileiras seja uma forma de ampliar o repertório e criar material pedagógico que possa servir de estimulo a estudantes incluírem mais música brasileira em seus programas de recitais. Ao longo do século XX, compositores direcionaram suas composições para a valorização timbrística e muitos vislumbraram no contrabaixo uma oportunidade para buscar novas e diferentes matizes sonoras. Ainda no século XX, o contrabaixo assumiria funções amplas na conjuntura camerísta jazzística, inicialmente através de pizzicato (walking Bass), Jazz de New Orleans, swing e posteriormente com exploração solística e improvisativa – inclusive com arco – em gêneros como o Bebop, Hard-bob, Free-jazz. As características exploradas no violão camerista ao longo do século XX apontam para maior atenção por parte de compositores não violonistas, em que praticamente todos os grandes compositores escreveram para este instrumento. Na música de câmara o violão também recebeu merecida atenção, resultando no enriquecimento qualitativo e quantitativo do seu repertório. Surgem também muitas transcrições e excelentes instrumentistas que popularizaram ainda mais o instrumento com enfoque camerista, a exemplo o Duo Assad. No Brasil compositores como Heitor Villa Lobos (1887 – 1959),