FORMAÇÃO DOCENTE EM CONTEXTO UNIVERSITÁRIO: UM ESTUDO EM CURSO NA UNIVERSIDADE DO MINHO 1 José Carlos Morgado Universidade do Minho jmorgado@iep.uminho.pt Ana Amélia A. Carvalho Universidade do Minho aac@iep.uminho.pt Manuel João Costa Universidade do Minho mmcosta@escaude.uminho.pt Maria Assunção Flores Universidade do Minho aflores@iep.uminho.pt Esta comunicação incide sobre um projecto de investigação em curso na Universidade do Minho, que aborda a formação e avaliação em contexto universitário. Trata-se de um estudo em curso que pretende, por um lado, sistematizar as iniciativas de formação que se têm vindo a desenvolver neste âmbito e, por outro, dinamizar projectos pedagógicos e/ou de formação, reunindo equipas interdepartamentais e interdisciplinares, que possam contribuir para uma melhor fundamentação, articulação e coerência da formação em contexto universitário. Introdução O docente universitário comum aprende a ensinar por si mesmo. Para decidir acerca dos processos e práticas que realizará na preparação de um plano de estudos, na gestão da sala de aula ou na avaliação duma unidade curricular, segue a sua intuição por entre certezas tradicionais e experiências vividas enquanto aluno (Fink 2003, Felder 1993). Esta “aprendizagem pela observação” (Lortie, 1975), através do contacto prolongado com a profissão, afectará, em maior ou menor grau, o entendimento e a prática de ensino levando à formação de crenças e de teorias implícitas sobre o que significa ensinar. A adequação deste modelo de professor faça você mesmo é questionada por diferentes factores. Exigências exteriores, como as adaptações propostas no âmbito do processo de Bolonha, ou a necessidade de formar diplomados com competências relevantes para os desafios profissionais do futuro, tornam imperativo alterá-lo. Nesse processo, a formação docente pode ter um papel fundamental. 1 Para além dos autores desta comunicação, fazem ainda parte da equipa os seguintes docentes: Carlos Alberto A. Costa (Escola de Economia e Gestão), Cristina Aguiar (Escola de Ciências), Fernando Ferreira Alves (Instituto de Línguas e Ciências Humanas) e Floriano Veiga Viseu (Instituto de Educação e Psicologia). 2045