VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belém - PA – Brasil ______________________________________________________ A Política de Conservação de Florestas no Estado do Paraná (1977- 2006): Pontos de uma Trajetória Sinuosa Benilson Borinelli Doutor em Ciências Sociais pela UNICAMP e Professor do Mestrado em Administração da Universidade Estadual de Londrina (UEL) benilson@uel.br Mauro Guilherme Maidana Capelari Mestrando em Administração pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) capelari57@hotmail.com Lívia Maria dos Santos Mestranda em Administração pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) liviams45@yahoo.com.br Douglas Fernando dos Santos Godoy Mestrando em Administração pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) douglasgodoy1@gmail.com Leandro Vieira Silva Matos Graduando em Administração pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) matos.le.01@gmail.com Resumo O vigoroso crescimento econômico e populacional do Paraná assistido especialmente durante o século XX sustentou-se num amplo processo de degradação ambiental, com a veloz devastação das florestas paranaenses. A intenção deste estudo foi analisar, sob a perspectiva do neoinstitucionalismo histórico, os principais momentos e tendências da trajetória institucional da política de conservação de florestas no Estado do Paraná (1977 a 2006). A pesquisa longitudinal e qualitativa valeu-se de dados levantados em fontes documentais, bibliográficas e entrevistas. Defende-se aqui que a trajetória da política florestal recente pode ser dividida em dois momentos: a origem (1977-1990) e a consolidação (1990-2006). Ao longo do tempo o que se percebe é a intensificação de criação de instrumentos estatais para restabelecer as condições de produção, inclusive a oferta de serviços ambientais, muito menos por meio da repressão ao desmatamento do que pela criação de incentivos, oferta de subsídios, pagamento por serviços ambientais e flexibilização das formas de usos das áreas de reserva. Se por um lado o estudo constata uma variedade de mudanças na trajetória da política florestal, por outro, ratifica e ilustra a contradição do Estado na condução da problemática ambiental e da oferta das condições de produção em sociedades capitalistas, como também as diferentes formas e possibilidades institucionais que podem assumir as respostas a essas contradições. Como a trajetória institucional das políticas