28/1/2014 história e-história http://www.historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=526 1/12 ISSN 1807-1783 atualizado em 27 de dezembro de 2013 Editorial Expediente De Historiadores Dos Alunos Arqueologia Perspectivas Professores Entrevistas Reportagens Artigos Resenhas Envio de Artigos Eventos Curtas Instituições Associadas Nossos Links Destaques Fale Conosco Cadastro Newsletter Moscou e São Paulo: A Retirada dos Bondes da Região Central e os Efeitos para a Mobilidade por Cláudio Robert Pierini Sobre o autor [1] Este trabalho traz à luz da discussão a mobilidade nas grandes cidades e as decisões que afetam diretamente os deslocamentos, mas mais especificamente sobre Moscou e São Paulo, suas linhas de bondes e de metrôs, além do planejamento urbano envolvendo a concepção radial-concêntrica (ou radial-perimetral) muito difundida nas duas cidades - porém, muito mais forte e visível na primeira. Além disso, busca comparar os dois caminhos divergentes que a retirada dos bondes da região central, tanto de Moscou, quanto de São Paulo proporcionaram para o sistema total de transportes coletivos das duas cidades. Figura SEQ Figura \* ARABIC 1 - Trilhos de bondes enterrados na Avenida Adolfo Pinheiro. Fonte: PEREIRA; RIBEIRO; CURCIO (2010, p. 43) No Brasil, salvas raríssimas exceções - Rio de Janeiro e Santos, por exemplo - o transporte por bondes deixou de existir enquanto transporte público coletivo de grande importância, se observada a quantidade de pessoas transportadas. Em 1968, a última linha de bondes de São Paulo se situava no bairro de Santo Amaro. Mas o ato isolado do final dos bondes, como o último passeio realizado, inclusive com a presença do ilustre prefeito brigadeiro José Vicente Faria Lima, não traz à luz a depreciação programada que o serviço vinha sofrendo desde meados da década de 1930. Pois as constantes intervenções para