Novos Cenários de Uso de Documentos Eletrônicos: Utilizando Documentos Baseados em Padrões XML para Armazenar e Transportar Formulários Médicos Daniel Augusto Assad de Oliveira 3,5 , Leandro Jekimim Goulart 2,5 Carlos Gustavo Hisamitsu de Oliveira 3,5 , Pedro Rogério Cavalca Moreira 4,5 Bianca Ortega Bertoni 4,5 Eduardo Martins Morgado 1,6 1. Docente do Departamento de Computação da Faculdade de Ciências na UNESP Bauru 2. Mestrando em Ciência da Computação na UNESP Bauru 3. Graduado em Sistemas de Informação na UNESP Bauru 4. Graduando em Ciência da Computação na UNESP Bauru 5. Membro do Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada LTIA 6. Coordenador do Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada LTIA Resumo - Este artigo apresenta uma discussão sobre o uso de documentos digitais baseados em padrões XML para o armazenamento e transporte de formulários médicos visando atender exigências de padrões de trocas de informações médicas e administrativas como o padrão TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar) recentemente apresentado pela ANS (Agência Nacional de Saúde) do Brasil. Palavras-chave : Documentos Digitais, XML, Padrões, Troca, Informação Abstract - This paper discuss the usage of XML-based digital documents as means of storage and transportation of medical forms aiming on the proper mapping of the requirements of information health exchange standards like the recently introduced TISS (Supplementary Health Information Exchange) standard, proposed by the Brazilian National Health Agency (ANS). Key-words : Digital Documents, XML, Standards, Information, Exchange Introdução De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) existe um intenso esforço burocrático no atual sistema de registro e intercâmbio de dados entre operadoras de planos privados de assistência à saúde e prestadores de serviços de saúde. Além disso, o sistema é alvo de diversas críticas feitas por parte de clientes, as quais variam desde a demora no processo até a existência de fraudes em processos. O sistema em questão é centrado no preenchimento de guias, que por sua vez são os modelos formais e obrigatórios de representação e descrição documental sobre os eventos assistenciais realizados no beneficiário e enviadas do prestador para a operadora. As guias padronizam quais informações são trocadas entre o prestador e a operadora já que são obrigatoriamente utilizadas. A ANS inclusive disponibiliza pela Internet modelos de documentos eletrônicos que devem ser impressos e utilizados durante os processos previstos. Apesar de padronizar as informações que devem ser trocadas, o processo não é automatizado e possui um alto custo de operação e manutenção. Atualmente existem cenários de uso onde as guias são impressas e manualmente preenchidas, agrupadas em lotes e posteriormente enviadas fisicamente para o setor responsável da operadora. Uma vez que a guia está em posse da operadora, todos os dados que foram preenchidos manualmente pelo prestador devem ser analisados, validados e processados. Este processo possui um alto grau de dificuldade e está suscetível a fraudes, erros e longos tempos de espera. Visando adequar o processo às novas demandas de clientes, prestadores e operadoras, a ANS no mês de maio de 2003 iniciou o trabalho