XXV Encontro Nac. de Eng. de Produção – Porto Alegre, RS, Brasil, 29 out a 01 de nov de 2005 ENEGEP 2005 ABEPRO 2869 Estudos de Caso de Maturidade em Gestão de Projetos em Empresas de Base Tecnológica Antonio da Silva Jucá Junior (EESC/USP) jucajr@sc.usp.br Daniel Capaldo Amaral (EESC/USP) amaral@sc.usp.br Resumo As empresas do Pólo de Alta Tecnologia de São Carlos se destacam no cenário nacional como um reconhecido grupo de empresas de base tecnológica de alto valor agregado, que realiza projetos complexos e cujo diferencial competitivo é a mão de obra capacitada tecnicamente. O crescimento das exigências quanto à Gestão de Projetos pode gerar sérios problemas para estas empresas, que em alguns casos não possuem recursos para investir em treinamento e na implantação de técnicas e ferramentas de gestão. Além disso, as técnicas de Gestão de Projetos foram criadas no contexto das grandes empresas de estrutura organizacional projetizada, como agências espaciais e usinas nucleares: uma realidade distante das empresas de base tecnológica que convivem com vários projetos complexos e realizados com parceiros e clientes de maior poder de barganha. O objetivo deste artigo é identificar os desafios e vantagens destas empresas em termos de gestão de projetos. Descreve o resultado de três estudos de caso profundos de empresas representativas do pólo. Como resultado, descreve o nível de maturidade em gestão de projetos das empresas, as práticas de gestão de projetos e os problemas e barreiras para aprimoramento das práticas. Palavras chave: Maturidade, Gerenciamento de projetos, Empresas de base tecnológica. 1. Introdução As empresas do Pólo de Alta Tecnologia de São Carlos se destacam no cenário nacional como um reconhecido grupo de empresas de base tecnológica de alto valor agregado que promove a transferência de tecnologia dos centros de pesquisas e universidades para o mercado por meio de produtos de elevado nível tecnológico. Essas empresas são caracterizadas pela mão de obra capacitada tecnicamente, graças à atuação dos centros de pesquisas e universidades locais. Geralmente possuem tamanho reduzido e são formadas por poucos profissionais com alta qualificação, a grande maioria mestres e doutores. Nos últimos anos houve um forte movimento em direção à profissionalização da gestão de projetos. As grandes empresas passaram a exigir de seus fornecedores, com frequência, a presença de profissionais certificados e a adoção de ferramentas e padrões avançados. O objetivo é diminuir os riscos de atrasos e má-qualidade nas partes dos projetos entregues pelos fornecedores. Esta pressão certamente irá ter um impacto significativo nas PME’s de base tecnológica. Por oferecerem serviços de alta complexidade atender o mesmo nível de exigência, mesmo sendo empresas menores. Os conceitos, técnicas e ferramentas da área de gestão de projetos nasceram nas décadas de 50 e 60, no contexto de grandes empresas com estruturas organizacionais projetizadas e responsáveis por grandes empreendimentos, como é o caso das agências espaciais e construção e operação de usinas nucleares (VERZUH, 2000). A realidade das PME´s de base tecnológica, apresentada anteriormente, é muito distinta e resta saber se estas mesmas práticas podem fazer efeito ou a dificuldade de assimilá-las. Portanto, faz-se necessário estudos que possam fazê-las alcançar níveis de excelência em gestão de projetos, compatíveis com as exigências das empresas clientes. A maneira mais recente de avaliar a capacidade de gestão de projetos de uma empresa são os