XIII SIMPEP – Bauru, SP, Brasil, 06 a 08 de novembro de 2006. A avaliação dos riscos ergonômicos como ferramenta gerencial em saúde ocupacional Ronildo Aparecido Pavani (SENAC/SP) - ronildo.pavani@itelefonica.com.br Osvaldo Luiz Gonçalves Quelhas (LATEC/UFF) – quelhas@latec.uff.br Resumo A gestão da saúde do trabalhador em uma organização moderna depende, dentre outras exigências, do seu desempenho na área de ergonomia. Uma forma de avaliação deste desempenho pode se dar através do uso de instrumentos de avaliação de riscos ergonômicos. Instituições e entidades nacionais e estrangeiras têm apresentado diversas propostas de métodos de avaliação de risco ergonômico, deixando confusos dirigentes e responsáveis pela avaliação de risco ergonômico das organizações. Este artigo analisa 4(quatro) propostas de métodos de avaliação ergonômica elaborados por instituições e/ou autores estrangeiros, visando orientar as organizações interessadas na avaliação de seus riscos ergonômicos, quanto à(s) proposta(s) mais adequada(s) às suas necessidades. As informações levantadas permitiram a elaboração de um quadro síntese que auxiliou a análise das propostas, podendo ser ainda otimizada com a inclusão de outros métodos. Palavras-Chave: Avaliação de risco ergonômico; Ergonomia; Saúde ocupacional. 1. Introdução Este artigo busca estruturar informações para identificar o cenário dos métodos de avaliação de risco ergonômico auxiliando o leitor quanto à(s) proposta(s) mais adequada(s) à sua necessidade. A legislação brasileira, na norma regulamentadora de número 17 (MINISTÉRIO DO TRABALHO, 1978), embora afirme que visa estabelecer parâmetros para a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores e que para avaliar esta adaptação cabe as organizações realizar análise ergonômica do trabalho, não deixa claro ou não sugere metodologias para estas avaliações de riscos ergonômicos. No manual de aplicação da norma regulamentadora de número 17 (MINISTÉRIO DO TRABALHO, 2002), também não define ou orienta quanto aos métodos a serem utilizados para avaliação dos riscos ergonômicos das atividades ocupacionais citando apenas a equação do National Institute for Occupational Safety and Health – NIOSH, órgão do governo americano que desenvolveu uma equação que permite calcular qual seria o limite de peso recomendável para levantamento e transporte manual de peso levando-se em conta alguns fatores específicos. Existem muitos métodos de análise de riscos ergonômicos encontrados na literatura disponível, delineados para determinar e quantificar a exposição a fatores de risco devido à sobrecarga biomecânica dos membros superiores, entre eles destaca-se aqueles que evidenciam de forma qualitativa a presença de características ocupacionais que podem levar o “avaliador” em direção à possível presença de um risco, aqueles que, por outro lado, na base de checklist permitem um rápido enquadramento do problema e aqueles mais complexos que podem caracterizar a multifatoriedade da exposição. Não existem métodos de avaliação de risco que podem atender completamente todos os critérios, apesar disso, alguns deles se apresentam mais completos em sua formulação, tanto pelo número e o tipo de deterninantes do risco em questão quanto pela abordagem metodológica que a segue (COLOMBINI, 2005). Procurou-se aqui identificar e discutir um número limitado de métodos de avaliação de risco ergonômico que, pelas suas características intrínsecas e pela sua propagação, parecem ser mais úteis ao leitor.