982 VI - Seminário Brasileiro sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social | I - Encontro Latino-americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social 15 a 20 de setembro de 2013 | Belo Horizonte - MG PROPOSTA DE INDICADORES SOCIOAMBIENTAIS PARA PROJETO DE USO DE MADEIRA CAÍDA EM UNIDADE DE CONSERVAÇÃO Marcelo Gustavo Aguilar Calegare 1 , Maria Inês Gasparetto Higuchi 2 , Lidiane de Aleluia Cristo 3 , Felippe Otaviano Portela Fernandes 4 , Mayara Soares Flores 5 Resumo O uso de madeira caída com inalidade de desenvolvimento local de comunidades de UCs ainda é um tema pouco estudado e empreendido, havendo apenas algumas experiências desse tipo de atividade no Brasil. Tendo como alvo de estudos uma iniciativa realizada na Resex Auati- Paraná, neste artigo se apresenta uma proposta de indicadores socioambientais utilizada para avaliar as transformações psicossociais geradas a partir de projeto de madeira caída. Feita uma sucinta discussão sobre indicadores, apresenta-se a metodologia de pesquisa-ação adotada e os indicadores socioambientais construídos. Discute-se que o modo de vida dos amazônidas é complexo e heterogêneo, mas que o uso de indicadores para retratar recortes da realidade social pode contribuir para avaliar mudanças, ao mesmo tempo em que ajuda na condução da gestão do projeto. Palavras-chave: madeira caída, indicadores socioambientais, monitoramento e avaliação, Resex Auati-Paraná. A madeira caída é mensurada e estimada nos inventários florestais nacionais de alguns países da América, Europa e Oceania (NASCIMENTO, 2011). Isso é feito principalmente no contexto de necromassa (matéria orgânica morta), que está em decomposição e pode emitir Gases de Efeito Estufa (GEE). Entretanto, a avaliação do seu potencial econômico é ainda limitada, pois há poucas informações a respeito das estimativas do volume de madeira caída, condições de seu aproveitamento, possibilidades de exploração comercial e aplicabilidade desses recursos. Mais além, há muito menos dados a respeito das transformações psicossociais geradas nas comunidades, a partir do manejo desse tipo de recurso natural. Existem pouquíssimas iniciativas pioneiras do uso sustentável da madeira caída. Na península de Osan (Costa Rica), a Fundación Tierras Unidas Vecinales por el Ambiente (Tuva) inancia, desde 1991, o projeto Reservas Extractivas de Madera Caída (Remac), que são áreas protegidas independentes e com eiciente sistema de gestão (ARIAS, s/d). Estudos feitos 1. Pesquisador visitante INPA, bolsista DCR FAPEAM/CNPq, mgacalegare@gmail.com; 2. Pesquisadora titular INPA, mines@inpa.gov.br; 3. Bolsista INPA AT/B, lidiane.cristoo@gmail.com; 4. Bolsista INPA Pibic/CNPq, felippe.otaviano@gmail.com; 5. Bolsista INPA PAIC/FAPEAM, mayarasoaresflores@hotmail.com