Comparação entre modelos digitais de elevação gerados por sensores ópticos e por radar Lucas de Melo Melgaço 1 Carlos Roberto de Souza Filho 2 Michael Steinmayer 3 1 Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCAMP Caixa Postal 317 – 13086-900 - Campinas - SP, Brasil lucasm@puc-campinas.edu.br 2 Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP Caixa Postal 6152 - 13083-370 - Campinas- SP, Brasil beto@ige.unicamp.br 3 SulSoft – Serviços de Processamento de Dados Ltda. R. Felipe Neri, 444 – 90440-150- Porto Alegre - RS, Brasil michael@sulsoft.com.br Abstract. The aim of this paper is to compare the quality and accuracy of Digital Elevation Models (DEM) generated from different sources. Three different DEMs, covering the same geographic area (region of Uberaba, MG), are tentatively evaluated in this work. The first is a DEM derived from radar interferometry, through the Shuttle Radar Topographic Mission (SRTM). The other two are DEMs generated from optical stereoscopic images: one from the Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer (ASTER), and the other from the CCD sensor onboard of the China-Brazil Earth Resources Satellite (CBERS II). The SRTM and the ASTER DEMs show an impressive match as regards elevation. The CBERS-II image shows larger problems between the stereopair, a problem that requires additional registration with a more accurate dataset, and further with the other DEMs, before comparisons can take place. Preliminary results show that the DEMs evaluated can provide a fast and an accurate description of the topography in scales varying from 1:50.000-1:250.00. Palavras-chave: remote sensing, digital elevation model, streoscopy, interferometry; sensoriamento remoto, modelo digital de elevação, estereoscopia, interferometria. 1. Introdução A geração de modelos digitais de Elevação (MDE) é uma prática bastante recente dentro das geotecnologias. Os primeiros modelos foram gerados a partir da digitalização de dados topográficos coletados em campo. Esta é uma maneira ainda corrente de se gerar os MDE, mas que, pela lentidão do processo e pelo seu alto custo, vem sendo substituída por métodos mais rápidos e automatizados. Um desses métodos é a interferometria por radar. Esta é uma técnica de imageamento ativa, em que o radar emite o sinal através de uma antena central e registra as características do retorno deste sinal através de duas outras antenas alocadas a distância uma da outra. Através da comparação dos dois sinais pode-se criar o modelo de elevação. Entre 11 e 22 de fevereiro de 2000 a NASA (National Aeronautics and Space Administration), juntamente com a NIMA (National Imagery and Mapping Agency), a DLR (Agência Espacial Alemã) e a ASI (Agência Espacial Italiana) lançaram a missão SRTM (Shuttle Radar Topographic Mission) com o objetivo de gerar um Modelo Digital de Elevação (MDE) da Terra usando a interferometria. Os dados foram liberados em duas resoluções diferentes: 1 arco de segundo e 3 arcos de segundo. Os dados utilizados neste trabalho possuem esta última resolução, algo próximo a um pixel de 90 metros. 1215 Anais XII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, Goiânia, Brasil, 16-21 abril 2005, INPE, p. 1215-1220.