PROJETO MULHERES DO VALE ARAGUAIA: Experiências e Vivências em Minha Comunidade BOITA, TONY (1) Bacharelado em Museologia da Universidade Federal de Goiás / Agente Jovem de Cultural SCDC/MinC Rua R4, QD4, LT18 Conjunto Itatiaia Goiânia Goiás tonyboita@hotmail.com RESUMO O rio Araguaia, ao percorrer os estados de Goiás, Tocantis, Pará e Mato Grosso, gerou povoados ribeirinhos tal qual o corruptela do Deixado(1872), um antigo garimpo. Posteriormente com a Marcha para o Oeste, tornou-se o município de Aragarças (1943), onde comunidades indígenas (Karajás e Xavantes), Quilombolas, retirantes e garimpeiros compuseram sua formação. Neste cenário, mulheres passaram a assumir funções de liderança social e religiosa, compondo núcleos matriarcais. Esta iniciativa de memória social torna-se importante ao reconhecer e tornar público a memória dessas mulheres, bem como todas(os) pessoas que vivem na região ribeirinha do Vale Araguaia, atualmente Aragarças (GO), Pontal do Araguaia (MT) e Barra do Garças (MT). É importante frisar que compõe está comunidade em sua maioria, mulheres, negras e retirantes que construíram e mantiveram os povoados da região na qualidade de proprietárias de terras, hotéis e garimpos, bem como mantenedoras do segredo do Ofício das Almas, procissão conhecida como a Alimentação de Almas, há quase um século presente na Bahia e em Goiás, muito embora ainda pouco conhecida no Brasil. Palavras-chave: Mulheres do Vale Araguaia; Experiência; Museologia Social; Ofício das Almas; Rio Araguaia