Fisioterapia no parto A Fisioterapia atua no parto há muito tempo em alguns países, juntamente com a parteira e o obstetra. Durante o trabalho de parto é feito toque vaginal para verificar a posição da sutura sagital do feto (deve entrar na pelve horizontal e sair vertical de frente para o chão). A musculatura do assoalho pélvico pode frear a evolução do parto, fazendo necessária a episiotomia, portanto é necessário trabalhar força e relaxamento dessa musculatura ao longo da gravidez. O parto pode ser realizado em diversas posições: decúbito dorsal (parto passivo); posições eretas (melhores por ser um parto ativo e contar com auxílio da gravidade, facilitando dilatação, além de alinhar o canal facilitando a descida fetal, melhora a respiração da mulher, permitindo uma boa perfusão do útero durante o parto, não gera queda de pressão arterial, facilita a prensa abdominal, melhora a contração uterina, diminui o tempo de parto e diminui lesão de períneo): sentado com apoio; genupeitoral; de joelhos; em pé; de cócoras. A movimentação e deambulação melhora o aproveitamento da força das contrações e o relaxamento nos intervalos das contrações e deve ser orientado durante o trabalho de parto. Durante o parto deve-se: manter a pelve vertical; manter o movimento de pelve, sacro e cóccix livre; manter as coxas em flexão e discreta abdução; manter a distância entre esterno e umbigo; manter apoio ou suspensão da metade superior do corpo; realizar pressão na planta dos pés sempre que possível; assumir uma posição mais relaxada entre as contrações. As contrações uterinas são causadas por aumento de ocitocina, aumento de prostaglandinas, aumento de estrógeno, aumento de progesterona, noradrenalina (sistema nervoso parassimpático), reflexo de Ferguson e aumento da pressão intra-amniótica. A contração uterina pode ser dividida em: contração gravídica: a partir da 20ª semana (até 3/hora) sendo: preliminar: indolor; contração de descida: promove a descida da cabeça fetal; contração de trabalho de parto: leva à dilatação (5-20/hora), cada contração dura 30-60 segundos (o ideal é que haja 2-3/10minutos, com um mínimo de 30 segundos de contração com pressão de 60mmHg), o início do trabalho de parto se dá quando as contrações chegam a 3/10minutos com 1 minuto de duração por mais de 30 minutos; contração pós-parto: faz o útero contrair no puerpério, principalmente pela ocitocina durante amamentação; prensa abdominal é a contração de todo o abdome com expiração forçada e aumenta o rendimento das contrações uterinas. O parto é dividido em períodos: período de dilatação: das primeiras contrações até dilatar aproximadamente 10cm, em geral dilata 1cm por hora na primípara, levando a 10 horas de período de Copyright © 2010 Lyra Terapêutica by Cassandra S. de Lyra. lyraterapeutica@gmail.com Pg. 1 de 5