16º POSMEC Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Mecânica MANUTENÇÃO PREDITIVA DE UM REDUTOR USANDO ANÁLISE DE VIBRAÇÕES E DE PARTÍCULAS DE DESGASTE. Eng. Daniel Fabiano Lago UNESP – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de Ilha Solteira, Departamento de Engenharia Mecânica, Avenida Brasil, 56, Ilha Solteira, SP. CEP: 15385000. lago@dem.feis.unesp.br Prof. Dr. Aparecido Carlos Gonçalves cido@dem.feis.unesp.br Resumo: A análise de partículas de desgaste é um forte indicador da interação tribológica na qual estas são formadas. A quantidade de partículas, tamanho, forma e composição dão informações precisas sobre as condições das superfícies em movimento sem a necessidade de se desmontar o conjunto a qual estas partes pertencem. A análise de vibrações é outra técnica utilizada para se verificar o estado atual de máquinas e equipamentos em movimento. A tendência atual é a utilização, em conjunto, das duas técnicas de manutenção preditiva que vinham sendo estudadas separadamente. Para estudar a eficiência da integração da análise de vibrações com a análise da partícula de desgaste, foi proposto o estudo de um redutor de velocidade. Neste trabalho os estudos serão realizados com operação normal do sistema do redutor, com uso de lubrificante não apropriado e com a presença de agua e partículas contaminantes e propositadamente acrescentadas ao lubrificante. Este trabalho apresenta uma discussão sobre a manutenção preditiva utilizando análise de vibrações e a análise de partículas de desgaste. Maior ênfase será dada à análise de partículas de desgaste nas amostras de óleo. Porém também serão feitas medidas de vibrações, no tempo e no domínio da freqüência. Palavras-chave: Partículas de desgaste, vibrações, manutenção preditiva, óleo lubrificante. 1. INTRODUÇÃO Todo sistema ou equipamento mecânico está sujeito a processos de deterioração. Esta deterioração leva ao aparecimento de defeitos que podem atrapalhar a continuidade e qualidade do serviço. Uma quebra não prevista traduz-se por uma parada brusca, geralmente levando a grandes prejuízos e a perda de tempo de produção. Para que a produtividade de uma indústria tenha resultados positivos, é necessário que todos seus equipamentos sejam mantidos nas melhores condições de funcionamento. Assim, esses deverão sofrer, ao longo da sua vida útil, reparos, inspeções programadas, rotinas preventivas programadas e adequadas, substituição de peças, mudanças de óleo, lubrificações, limpezas, pinturas, correções de defeitos resultantes. O conjunto de todas estas ações constitui aquilo a que se chama manutenção. Segundo a ABNT, pode-se subdividir a manutenção em corretiva e preventiva. A manutenção corretiva é efetuada após a pane ou avaria. A manutenção preventiva, por sua vez, subdivide em: Sistemática (Manutenção Produtiva), e Condicional (Manutenção Preditiva). Na manutenção sistemática intervém-se em intervalos fixos, baseando-se em uma expectativa de vida mínima dos componentes. A manutenção preditiva é uma manutenção preventiva subordinada a um tipo de acontecimento predeterminado tais como as informações dadas por um captor ou a medida de um desgaste que revelam o estado de degradação de um bem (Xavier, 1998). Entre todas as técnicas existentes, as mais importantes na manutenção de redutores são a análise de vibrações e a análise de partículas de desgaste. Uma bancada foi montada a fim de estudar essas técnicas. Essa é composta por um motor ligado a um redutor. Várias condições serão impostas.