1 O Moodle e as comunidades virtuais de aprendizagem The Moodle and the virtual learning communities Paulo Legoinha 1a João Pais 1b & João Fernandes 2c 1 – Centro de Estudos Geológicos, Departamento de Ciências da Terra, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, 2829-516, Caparica, Portugal. 2 – Comissão Executiva de e-learning da FCTUNL, Universidade Nova de Lisboa, 2829-516, Caparica, Portugal. a - pal@fct.unl.pt; b - jjp@fct.unl.pt; c - jpsf@fct.unl.pt SUMÁRIO Após expansão da internet e face às rápidas transformações tecnológicas e sociais, inclusivamente nos modelos de ensino (construtivismo social e Processo de Bolonha), surge software vocacionado para ensino a distância, em código de fonte aberta. Excelente exemplo é a plataforma de gestão da aprendizagem — Moodle. Faz-se a sua caracterização. Analisa-se a utilização na FCT/UNL e em ambiente de blended-learning em Geologia de Portugal (Licenciaturas de Engenharia Geológica e de Ensino de Ciências da Natureza). Palavras-chave: Moodle, b-learning, comunidades de aprendizagem, estudo de caso. SUMMARY After the expansion of the Internet, and given the swift social and technological changes, including in the teaching models (social constructivism and Bologna process), distance learning software emerges in open source code. An excellent example is the learning management system called MOODLE. In this paper we characterize it. We also analyze its usage at FCT/UNL and in an environment of blended learning of the Geology of Portugal course (Msc Geologic Engineering and Msc. Natural Sciences Teaching). Key-words: Moodle, b-learning, virtual communities, case study A Internet, a Sociedade do Conhecimento, o b- learning e o Processo de Bolonha Quando Toffler [1] (1990) prospectivava que "os nossos sistemas de educação de massas se tornaram em larga medida obsoletos (...) a educação exigirá uma proliferação de novos canais e um enorme aumento da diversidade dos programas. Um sistema rico em escolha terá de substituir o pobre, a fim de que as escolas possam preparar as pessoas para uma vida decente na nova sociedade da Terceira Vaga (...) os laços entre a educação e os seis princípios do novo sistema mediático - interactividade, mobilidade, convertibilidade, conectividade, ubiquidade e globalização - praticamente não foram explorados. (...) no séc. XXI nenhuma economia poderá funcionar sem uma infra-estrutura electrónica também ela do séc. XXI, envolvendo computadores, comunicação de dados e os outros media. Isto exige uma população tão familiarizada com essa infra-estrutura informacional como o foi com automóveis, estradas, auto-estradas, comboios e a infra-estrutura de transporte do período fabril" era difícil imaginar que, apenas década e meia após, grande parte das suas conjecturas estivessem já materializadas. Em Portugal, assistimos à massificação da internet principalmente a partir de 1997. No âmbito da divulgação e ensino das Ciências da Terra, Legoinha et al. [2] publicaram síntese acerca do desenvolvi- mento português de sítios na internet, com conteúdos relativos a geologia, a partir de 1995. Esta fase correspondeu à generalização da utilização de páginas ou sítios, mais ou menos elaborados, desenvolvidos em linguagem HTML a vulgarizada World Wide Web (WWW). A disponibilização de grande quantidade de informação, acessível permanentemente, a baixo custo, e em qualquer lugar com ligação à internet, criou grande expectativa de poder melhorar, rapidamente, a literacia de faixas significativas da população estudantil através do e-learning educação por recurso a meios electrónicos (páginas na internet, e-mail, etc.). No entanto, veio a revelar- se pouco eficaz, devido à inexistência de controlo sobre a qualidade dos conteúdos disponibilizados na internet, bem como ao facto de, a esmagadora