371 RBLA, Belo Horizonte, v. 13, n. 1, p. 371-376, 2013 RESENHA Review LEAL, T. F.; GOIS, S. (Org.). A oralidade na escola: a investigaªo do trabalho docente como foco de reflexªo. Belo Horizonte: AutŒntica, 2012. Adair Vieira Gonçalves* Universidade Federal da Grande Dourados Dourados – MS / Brasil Telma Ferraz Leal e Siane Gois, docentes da Universidade Federal de Pernambuco, organizaram o livro A oralidade na escola: a investigação do trabalho docente como foco de reflexão, publicado pela Editora Autêntica em 2012. Com formação, respectivamente, na área de Psicologia Cognitiva e Linguística, as autoras reuniram, num mesmo volume, trabalhos de pesquisadores de áreas distintas (Psicologia, Educação, Linguística), com um único objetivo: discutir o ensino do oral em contextos diversos. Os autores, em nove capítulos, discutem a premente necessidade de se efetivar a transposição didática (CHEVALLARD, 1991) de gêneros orais públicos nos níveis diversos de ensino. 1 Para tanto, analisam a didatização de gêneros orais em livros didáticos, abordam os documentos oficiais do Ensino Fundamental I e II; e, por fim, apresentam análises de diferentes gêneros em contexto escolar: * adairgoncalves@uol.com.br 1 Embora não seja objetivo desta resenha verticalizar a discussão teórica sobre a transposição didática, é importante ponderar que Nóvoa e Corrêa defendem “uma compreensão mais exata do trabalho docente” em relação a esse tema, por isso propõem o uso de “transposição deliberativa”, em vez de “transposição didática”. Nessa sugestão dos autores, “leio o caráter múltiplo do objeto proposto, pois a transposição deliberativa abre para as situações de ensino tomadas como acontecimentos discursivos em que podem surgir encontros imprevistos de saberes” (NÓVOA apud CORRÊA, 2008, p. 27).