1 SETÚBAL NASCENTE, VISÕES NO TEMPO DA INCERTEZA Setúbal Nascente, Visioning during Incertainty Times Ana Roxo 1 , Luis Sanchez Carvalho 2 e Jorge Gonçalves 3 Foto centrada, com 4cm de altura Arq. Ana Roxo Lienciada em Arquitectura, Atkins Portugal, Lisboa, Portugal aroxo@wsatkins.pt Arq. Luis Carvalho Mestre em Planeamento Regional e Urbano, Espaço e Desenvolvimento, Lisboa, Portugal luis.carvalho@eed.pr Prof. Jorge Gonçalves Doutor em Geografia Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa, Portugal jorgeg@civil.ist.utl.pt Palavras-chave: visão, estratégia, programação, operacionalização Resumo O Plano Estratégico de Setúbal Nascente (PESN) foi promovido pela Câmara Municipal de Setúbal (CMS) e pelo Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), tendo a sua elaboração decorrido entre 2009 e 2011. Abrange uma área com cerca de 350 hectares correspondentes à parte sul do anterior Plano Integrado de Setúbal (PIS), incidindo sobre uma zona periférica desta cidade ocupada por bairros sociais e globalmente designada de Belavista. O Plano assumiu como objetivo de partida “(...) a realização de um completo e detalhado diagnóstico (…), bem como a elaboração de propostas de políticas integradas, mediante ações e meios devidamente programados, que permitam a progressiva recuperação e integração daquela parcela do território na Cidade de Setúbal.” Com a presente comunicação pretende-se retratar os trabalhos desenvolvidos no âmbito do Plano com vista à construção de uma Visão mobilizadora para este território. Este objetivo nunca seria cumprido sem a plataforma de diálogo criada e alargada a diferentes esferas de interesses e opinião, suporte da apropriação partilhada dessa Visão. O resultado deste processo celebra a motivação suscitada por um território há muito merecedor desta reflexão, lançando pistas que, para efeitos da presente comunicação, se estruturam em três dimensões que devem, e estão a ser articuladas, num processo de planeamento: O contexto alargado - Os tempos de crise não se afiguram conjunturais pelo que os sistematicamente adiados “novos paradigmas urbanos” surgem impostos, não por opção dos decisores e/ou dos cidadãos, mas pelo aprofundamento de um determinado sistema político-económico. Mas é neste tempo que Setúbal tem de afirmar uma Visão para a sua Cidade ou tem de reivindicar a importância de pensar planear, programar políticas - para além do contexto de crise generalizada. A dimensão metropolitana - Setúbal tem sido a “outra” Cidade (capital de distrito) da Área Metropolitana de Lisboa. Não escapando à sua dimensão no contexto metropolitano pode, todavia, afirmar uma alternativa