47 SoftBorders - 4º Congresso Internacional de Artes e Novas Mídias Iminências performáticas em ambientes instalativos na arte contemporânea paraense Danilo Nazareno Azevedo Baraúna Orlando Franco Maneschy (Orientador) Universidade Federal do Pará - PIBIC/CNPq Universidade Federal do Pará Belém- Pará - Brasil Belém – Pará - Brasil dbarauna@ufpa.br orlando.maneschy@gmail.com Concerns us in mapping an image production that extrapolates directions traditionally agreed to the term, thinking another joint of image, incorporating it mainly to the territory of research in art in Pará. In this clip of the research project we focus on the issues of modes of spatial image in exhibition environments in the Pará art circuit. Headed a reading of a body that acts as an image that communicates and is an integral essence of these spaces. From this perspective, we speak of a contemporary body that is increasingly infiltrated within the local production of visual arts. Corpo; Espaço; Imagem; Pará Pensar a imagem contemporânea é extrapolar sentidos tradicionalmente convencionados a esta. Mais do que “... resultado do esforço de se abstrair duas das quatro dimensões espaço-temporais, para que se conservem apenas as dimensões do plano” (FLUSSER, 1985, p. 07) a imagem hoje se configura como processo essencialmente visual, o mundo sensível é percebido e é potencialmente uma imagem antes mesmo de ser capturado em imagens técnicas ou tradicionais, contamina e é contaminada por territórios distintos Esses limites e contágios culminam em uma concepção onde “a imagem também se constitui em diálogo com seu entorno. Assim temos que considerar seu espaço circundante como parte integrante essencial das imagens” (BAITELLO JR., 2000, p. 09). Na arte contemporânea vemos surgir proposições que enveredam substancialmente para este âmbito de discussão da imagem e suas articulações com os espaços de exibição, surgindo denominações nesse contexto, tais como instalação, vídeo-instalação, instaurações e intervenção. Ao utilizar o termo instauração me refiro às possibilidades que uma obra tem em estabelecer relações de referências com o espaço físico a partir do momento em que é instaurada nesse. Para o filósofo Nelson Goodman uma obra de arte assim o é em qualquer instância, no entanto só funciona como obra de arte no momento em que é instaurada em determinado espaço e estabelece comunicação com o público, ou seja um trabalho que nunca tenha estabelecido essa comunicação embora seja uma obra de arte não funciona como tal. É justamente esse momento em que um objeto passa a funcionar como obra de arte que Goodman chama de instauração. Esse funcionamento só pode existir a partir da instalação deste objeto em determinado espaço, então essas propostas são instauradas em um mundo e simultaneamente, a partir da modificação do já existente, instauram um outro. Embora esses modos de se relacionar estejam presentes em qualquer categoria de produção nas artes (das mais tradicionais às contemporâneas), falo aqui de um tipo de produção que é instaurada e modifica este mundo não apenas pela instauração de mundos, mas também e primeiramente pela instauração do que proponho chamar de um novo espaço de mundo. Como bem designa o artista Tunga “...não há um fundo onde as coisas acontecem. Não há um silêncio onde as notas são tocadas, porque aquilo que chamaria silêncio – e que em arte seria espaço – existe como uma coisa” (TUNGA, 1994). Assim, neste tipo de proposta, dizer que se instala em um espaço não significa dizer que ela apenas se relaciona com esse, mas sim que funda um outro espaço que torna possível sua própria existência. Em Belém, proposições de artistas locais